sábado, 26 de abril de 2014

De Pé!

Aqui não se diz
Aqui não se faz
Faz-se o que se diz
Nada do que se quis!

Portugal tão pequenino
No meu coração tão enorme
Pena a forma disforme
Que me leva mar adentro
Fogo fátuo de energia
Que me cospe cá para fora

Me liberta vida afora!

sábado, 12 de abril de 2014

Pé.

Quero amar, 
Quero amar...
Perdidamente
Total e insanamente, 
Quero amar gente
Gente que nem, 
Se encontra presente
Quero amar! 
E amar tardiamente!
Amar a minha mente!
Mente essa tão complacente.
Que se torna evidente que mente,
Mente, e o faz abertamente, á nossa frente!
Mente que está tão bem disposto habitualmente,
Mente quando diz que religiosamente segue a outra mente,
A mente que também é sua mente, a mim junta irmãmente!
Sou um caos deambulante, a cada um de todos os passos dilacerante!
Como é que seletiva, se desfaz, criteriosamente a visão de minha mente?
Sou só pó, é-me tão claro, faísca em voo, trigo cortado, lugar no tempo abandonado.
Sou um pé, no chão plantado, para ver se na solidão, me liberto de meu fado alado enfadado!