segunda-feira, 15 de junho de 2009

Silêncio.

Turbilhão de imagens sem sabor. Ingiro algo, só pelo simples acto de consumir.
Consumo-me inteiramente, eternamente, isso escapa do meu controlo. Escape! Tento evadir-me do real fingindo que eu posso, sim eu, consumir algo por minha própria vontade!
Fujo da realidade onde o meu corpo e ser se sorve por ele mesmo, para ele mesmo, sempre, infinitamente nesse ímpeto, vorazmente nesse hábito!
Habito o ser de mim sendo-me de menos para os outros sendo-me mais no silêncio do que alguma vez fui no ruído.
Lanço o meu corpo calado ao burburinho e ele silencia-se, somente para escutar o silêncio, o burburinho cala-se!
Grito calado o que o mudo silencia!

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