quarta-feira, 10 de junho de 2009

Já fui!

Já fui. Regresso mas já fui! Sou o eu que não é mais, sou aquilo que acalentas!
Já fui, mas volto já, no caminho a mim me encontro por ti passo e reencontro.
Já fui, mas nos teus beijos regresso, por eles apanho o expresso, por eles volto a ir-me!
Já fui, por ora não me procures mais, revolta o teu olhar e por mim faz tu mais!
Já fui, perdi-me no eu de outrora mas lá vou, já naquela hora, indo em busca de desiguais!
Já fui, mas volto ás pressas!
! Já fui, mas volto jamais aqui, mas me encontras mais ali, mais me perdes ficando aqui!
Já fui, só te espero logo ali, depois parto e é o fim!
Já fui, mais tarde iria a menos me permitisse!
Já fui, já me sinto a fugir, neste sitio me sinto a ir, neste lugar em que quero ficar!
Já fui, mas só o digo para me enganar, meu desígnio é ficar, minha premissa é cá estar!
Já fui, mas minto!
Já fui, mas não o sinto, sinto só que permaneço e que a algo maior eu obedeço!
Já fui, mas não me permito a soltar os pés!
Já fui, mas não consigo soltar-me, já fui, já fui, já fui!
Mas não fui nada, porque o nada aqui sobeja!
Porque revolta a coisa amada, queria-a em mim e lá se deixa ir ...
Já fui mas o nada de mim me espera se sair para esse tudo...
Já me fui, mas não sei eu bem para onde, sigo fugido não sei de onde, sigo morto não sei para onde!
já fui, mas estou aqui, e isso é estranho, mas vejo-me aqui e mais me entranho neste lugar!
Já fui, mas este nada é tanto, mesmo sem nada é tanto!
Já fui, mas demasiado me parece nada, se for!
Não vou, repito que não vou!
Tendo já eu ido, eu não vou, daqui não saio e por isso me ancoro!
Daqui não saio e me cimento, só os pés, mas me cimento!
Não saio, nada daqui me é estranho, por isso não saio!

Já fui, mas só no pensamento, meu corpo está aqui, e eu estou bem atento!

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