segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cansado

Consternado, mas no fundo maltratado. Retratado por mim mesmo da mesma forma que te retrato.
Sou um fraco, destrato-me maltrato-me e idolatro-me. Sou-me mais, sentindo-me menos e vivendo-me mais.
Um retrato, mas a cara não é minha, não existe, em boa verdade, uma cara…
Existe apenas o teu rosto, esse existe! Ele aparece-me naquela ausência de abraço e vontade de carinho! É o teu rosto, só tu o tens.
Cara, não te reconheço uma, rosto, sei-o bem e onde vai. Sempre que vejo, vejo-te. Incomoda-me tudo isto, porque me sou de menos sendo-me assim, sou-me só de menos, eu que me acho muito mais!
Mas o que é achar comparado com ser? Sou-me e sendo sou-te mais útil. Serás tu sem mim menor? Melhor, eu serei maior, melhor e mais intenso. Tudo isso, somente isso, mas tudo apenas na tua lembrança, pois no real, eu estarei pior por saber que te dói, que te maltrata.
Sorri-me só, canso-me de pensar! Canso-me de ser! Canso-me!

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