terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Agir!

O pensamento abstrai-se por meio de conjecturas. Reflicto, constranjo a racionalidade a um quarto escuro e procuro um modo de reagir, de lidar com tudo. O meu coração pára só para que me seja simples de escutar aquele que bate mais forte. Ao escutar o trovão de tal batida, solto meus pés por uma dança louca, entre a bravura e a brandura de um espírito mole. Continuo a minha dança, observando que por ora danço sozinho, dou graças ao céu por a minha racionalidade estar aprisionada, por ela não se poder fazer notar neste momento!
Caso eu fosse mais velho, obviamente a minha dança não poderia ser tão abrupta, não seria com certeza tão aberta e impulsiva (ainda bem que ela se encontra num quarto escuro). Solto as amarras da minha imaginação e em breves momentos vejo que danço já outra dança, uma dança na qual a batida daquele coração me acompanha, uma dança onde os passos são tão leves e soltos que já me sinto em pleno voo!
Estou envolto num ar tão sustentável, um ar que me mantém a pairar numa aura de algo indefinível, uma paisagem de um belo arvoredo rodeado de mar consome a minha imaginação a cem por cento!
A dança cansa o meu corpo, ele já parece que se arrasta pelo chão em movimentos e gestos cada vez mais intrincados, no entanto envoltos numa candura doce de se apreciar. Em contrapartida meu espírito revigora-se a cada pé esquerdo que salta para a frente de um pé direito! A minha racionalidade, pouco e pouco, consegue sair do jugo opressor do sonho, no entanto ela não se manifesta, ela não se rebela contra o sonho, não o constrange, mostrando para toda a gente que ele é absurdo, não, a minha racionalidade transporta o meu sonho, iluminando-o com uma cor de verdade, com um toque de possibilidade e confiança de que tudo correrá bem.
Consegui finalmente soltar a minha racionalidade e por incrível que pareça, ela não se apoderou de mim, apenas me tranquilizou e mostrou que é bem capaz de todo o sonho ser real!
É então que chega, o momento de agir, chega!
Amo-te!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Novidades...

Este blog internacionaliza-se, podem aceder ao link seguinte, que vos transportará para o primeiro texto proveniente deste blog, publicado no site de uma editora brasileira.
Espero que todos leiam e que aprovem.

Abraços e Beijinhos, respectivamente.

http://www.br1editores.com.br/73826.html

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Palavras...

As palavras estão vãs, caiu-lhes o gosto, o sabor. De sua força restam apenas memórias, de suas qualidades, apenas ditos e não ditos de pessoas que as escutaram, que as leram. Agora só existem…
Não são nem mais, nem menos, são só palavras. Remetidas ao lugar que inicialmente tinham, são agora substituídas por silêncios secos e afiados. Aquelas palavras que se deixaram de ouvir, deixam agora saudades. Só o espinhoso silvo silencioso se faz sentir nas veias de quem sente. Tudo se empalidece nesse silêncio, sensações, emoções, o rubor outrora fogoso deixa-se cair por terra numa brancura mascavada de negro, de vazio.
As palavras já não saem, nem tão pouco se soltam, elas empurram-se umas ás outras na tentativa de se fazerem notar, mas não adianta, sua missão terá terminado e nem mesmo que muito esforço imprimam no papel que as guarda no tempo, elas conseguirão a paixão de outros tempos.
Soltei ultimas palavras que por azar caíram no vazio, ultimas palavras que por má sorte se foram escapar para lugares que não deviam. Por azar, tudo por azar. Assaz, a dor quer fazer-se sentir, aplaca o amor e solta-se numa desgarrada febril por entre paginas e paginas de palavras ardentemente apaixonadas… Pouco e pouco, tudo se esvai de vazio, tudo volta ao que nunca foi, ao que nunca quis ser. Só as palavras é que não voltam a si! Só elas parecem perdidas de si mesmas, tentando desenfreadamente encontrar a paixão que as movia…