segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Leproso contemporâneo.

E que nem um dia sem fim, sem que se sele um trato fidedigno, prossegue-se o caminho. Arrastando com ele um repouso falso, ele prossegue seu trilho, deixando para trás um passado que não lhe agrada tanto.
Vai por onde quer sem se proibir, ou vedar a nada. Caminhando, esquece aquilo que o faz correr. Vai largando pelo seu trilho pedaços de si mesmo. Existe sempre algo mais, diz-se, existe sempre algo mais…
É no entanto frágil a barreira entre vontade e execução, ele vai quebrando-a. Sente-se incauto ao colocar pés ao caminho por esse grande mundo desconhecido que não é dele. Fica inerte às sensações, as suas emoções vão sendo camufladas de agressividade passiva que nem ele sabe muito bem como digerir ou contornar.
Fica-se pela ideia. Não tentou, ainda, voltar atrás, até porque parece que voltar atrás é sempre um grande passo rumo á desistência e ele, por vários motivos, não pretende baixar os braços. Vão-se seguindo teorias, histórias e outras tantas constatações sobre que rumo seria o certo, não fosse ele quem é! Imaginando os dias passarem com mais brandura, ele vai-se mantendo em pé, dando o seu peito, ferido e já despedaçado, a todo o tipo de balas que o tentam alvejar.
Fica assim, num espaço perdido de tempo, no seu espaço! A dor evade-se dele mesmo, propaga-se nesse mesmo espaço, mas com a ausência de tempo, sabe-se lá quando é que ele vai deixar de a sentir!
Chegará o dia de reunir as peças, chegará o dia em que voltará a ser!

1 comentário:

Filipa disse...

Sim senhora,diria que,em alguns casos,pensamentos profundissimos..gosto muito:P

Enfim só é pena estar um bocadinho desactualizado:P mas pronto,agora como apresentas um programa que inicia ás 2h30 ,enquanto fazes horas escreves e postas mais coisinhas,boa?!

;-)

Beijo,

A chatolica (bem,actualmente meia chatolica,só se vê qd dá lol)
Filipa