quinta-feira, 3 de julho de 2008

Rafael, o filosofo de infantário...





Represento a verdade que mente a todo o instante. Represento a mentira e o que dela deriva. Represento-me e sou mentiroso. Imagino o olhar dela e a versão dele. Ponho-me a questionar a razão pela qual a emoção transborda e reflicto, reflicto imenso sobre as razões que nos levaram/trouxeram aqui! Sou um rapaz tranquilo, represento o que sou! Não minto quando digo que o faço, mas minto, sempre que digo que o faço de determinada maneira. Tenho só 7 anos, reflicto e ninguém se acredita, dizem que sou novo. Minto na minha idade. Falo que são 30, os anos que já vi passar, continuam a surgir comentários que dizem que aquilo que observo não contem maturação. Exagero! 60, digo eu, referindo-me ao numero de anos que já vi viajarem por mim. Continua a ser insuficiente. Todas as vezes que falo, dizem-me que ”idade não é estatuto”. É então que questiono: Quem és tu, para me dizer isso? “Sou maior, mais experiente, mais verdadeiro… não preciso de mentir nas viradas que já vi os anos fazerem, para que me confiem, eu confio-me, eu sou o que sou! “ Escutei, calei e percebi, mentiroso! Tão mentiroso quanto todos os outros! Tão mentiroso como todas as “verdades” que me tentam passar! Tão inseguro, tão normal, tão reflexivo e inquisitivo quanto os outros, todos os outros… Impõe-se a questão, quem são todos esses outros? Que fazem? Que pensam? Que dizem? Que experiência obtiveram? Não sei, mas penso que somos nós, todos nós somos "os outros"!É rude, a frieza e crueldade da insegurança! Faz-nos desconfiar de nós e do que julgamos ser, mas eu só tenho 7 anos… o que é que eu sei?

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