terça-feira, 8 de julho de 2008

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Procuras harmonia, calma e contentamento. Os dias chegam-te sempre novos e com frescura, não te chega! Existe sempre ali mais alguma coisa para procurar, existe sempre um “algo mais” que não consegues muito bem explicar o que significa. Só te queres sentir como um todo, estás farto de todas aquelas partes a chamarem-te à atenção, sem te sentires parte de uma totalidade. Sentes saudades de algo, mas não o podes afirmar para ti mesmo, pois se o fizeres, será negar que estás bem como andas. Mas tu estás bem como andas, só te cansas é de andar sozinho! Sonhas a companhia, o local, a conversa e o motivo, no entanto sabes que é isso o máximo que consegues fazer, sonhar. Não te incomodas e deixas-te ir, sempre mais um pouco, sempre mais forte e seguro de que tens uma direcção. Achas um rumo e és fiel. Páras por vezes só para descansar e é nesses momentos que duvidas se o rumo que traças é correcto, confias novamente e andas mais um pouco. Sempre andando, passando por memorias, pensamentos, conclusões, traumas, paixões e tudo o resto. Gostas do risco, pois sabes que ele te desafia, aquilo que te custa é saber que não queres tanto risco e descoberta, queres saber que o próximo passo não terá hipóteses de ser em falso. É a tua racionalidade a pedir-te aquilo que só a paixão te permite, a certeza de que estás vivo. É então que equacionas a possibilidade racional de te findares num momento presente, a possibilidade de teres o reverso da vida, mesmo isso de pouco te importa. Sabes que o fim da vida é, para todos os efeitos, um final. Passionalmente não tens a capacidade que a tua racionalidade te parece pedir. Amas demais aquilo que vives e por isso, segues, insistindo no erro de te “amarrares” a uma esperança. Mas que boa é a esperança, que boa sensação que ela te dá…
Estás a viver e só isso vale tudo resto!

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