quinta-feira, 3 de julho de 2008

Familia.




Pai Sol



Reparei no sol hoje, reparei que estava só.
Apenas ao sol me refiro, quando me refiro a solidão
Vejo-o lá, tão longe e tão sozinho…
E apesar de ser tão visto e acarinhado,
Ele está sozinho!
Ninguém o abraça num sonho…

Ninguém o convida para uma noite boa
Ninguém o chama para uma conversa.
Ele? Sempre lá, para nós!
Ingratos, todos são ingratos!
Única e simplesmente por não verem!
Não verem quem abdica de sua vida,
Somente para que possamos respirar.
Não agradecemos o “dado adquirido”.
Não agradecemos as pequenas coisas.
Não vemos os detalhes…
Estamos entalhados na nossa miudeza.
Perdemo-nos no eu, sem olhar para o “ele”.
Todos somos “eu”, alguns serão o “ele” .
Todos temos um ou mais sois.
Eles lá ficam, sozinhos e “paternais”.

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