quinta-feira, 24 de julho de 2008

Bipolaridades



(ilustração andreia P)




Reflectes matérias nos dias que correm, buscas, pesquisas e indagas tudo, mesmo aquilo para que já encontraste a resposta. Cansas-te imenso e imaginas se terá um fim toda essa procura. Acordas outro dia, outro dia e ainda outro… acordas-te sempre quando te permites a sonhar, apenas para reafirmares que és tu quem tem a vontade de sonhar quando queres. Só tu é que sabes o teu destino e deixas isso claro! Não te preocupas com o que os outros possam dizer ou com aquilo que os outros possam fazer. Estás “na tua” o mundo é que vem ao teu encontro para te dar novidades de como deves percorrer esse mesmo lugar. Estás constantemente num momento de mudança, constantemente num momento de aprendizagem e fome de mais. O suficiente não te chega, queres demais e mais tarde ou mais cedo, isso será a razão do teu fim. Questionam-te muitas vezes se tudo isso vale a pena, tu respondes que não sabes, mas que estás cheio de vontade de descobrir. Repetes para ti mesmo que, deve existir uma resposta, deve haver uma solução, tem que haver uma solução, só podes parar quando não conseguires andar mais por saberes que o andar, pouco interessa no teu caminho. És um lutador, principalmente, és um defensor do teu trilho e do que ele te reserva, sentes que de nada vale a vida sem conteúdo, ou o conteúdo sem uma vida que o apoie. Precisas de auxilio, mas pouco te importa se ele não vem, sabes que a capacidade que tens para te ajudar é maior do que aquela que os outros terão, sequer, para compreender o teu problema. És um solitário, um eremita pós-moderno que se exila, apenas no seu intelecto. Estás sozinho, mas na tua solidão, acompanhas-te com pensamentos de esperança. És um líder nato daquilo que julgas poder controlar, ou seja, a tua vida e o teu destino, se é que assim lhe poderemos chamar. És um louco egoísta, mas isso de pouco te importa, sabes que agiste correctamente no momento em que te decidiste a faze-lo. Não reflectes em ti a verdade do mundo, mas esperas que a verdade do mundo se reflicta em ti. Sonhas só, num sono acordado do qual te impedes de sair, só por pura teimosia e orgulho. És orgulhoso demais, simplesmente és orgulhoso demais, nem sequer existe uma razão para isso. Dizes que nasceste assim, mas a verdade ,tu bem sabes, ninguém nasce de forma alguma, toda a gente se transforma depois, nasces vazio, apenas com a unanimidade que és um dos “do grupo” desse todo formado pela humanidade, és um humano, só esse traço te liga com a realidade, só esse traço te define como homem ou como pessoa. O traço não é claro nunca, nunca está bem cravado, está sempre pronto para ser apagado, é que nem um traço de lápis, que até com o tempo se começa a desintegrar.

Eu amo o mundo e tudo ao seu redor, acordo e apercebo-me da minha sorte por ter o discernimento para ver aquilo que está ao alcance de todos. Não sou único nas minhas particularidades, mas particularizo-mo por ser como sou e por me dar a entender como devo ser. Queria um pouco mais…

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