terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Rotina "costumeira" de um dia igual aos outros!

Cansado da rotina que a sua vida se tornara, certo dia, Mourão Almíscar (nome fictício) decidiu fugir um pouco ao seu já “costumeiro” quotidiano.

“Vou ao Teatro!” Disse ele no tom anafado que é só seu. Nada de estranho pensam os leitores, nada de mais…

Aliás não estivesse ele sozinho e a falar para com os seus botões em voz alta e este seria apenas mais um dia costumeiro na sua vida!

“A sério meus lindinhos, vou ao teatro! Ouvi dizer que por lá cada dia que passa, algo de novo acontece, todos os dias estão impregnados de novidade e euforia (discurso metafórico que simboliza o estado de sitio em que se encontra a actualidade teatral)!

Não contente, Mourão decide mesmo dirigir-se a um dos teatros da sua localidade, onde sem delongas lhe disseram: “Hoje estamos encerrados, o encenador e a equipe artística estão isolados afim de conseguirem captar e posteriormente transmitir a realidade da nossa sociedade ás pessoas da cidade!”

Tais palavras confundiram Mourão Almíscar, para ele não existia sentido nenhum existir apenas uma companhia a trabalhar num espaço tão grande, para além de que não tinha muito nexo eles (companhia artística) se isolarem para capturarem correctamente aquilo que achavam da sociedade onde viviam, segundo ele isso era:

“Estranho amiguinhos, muito estranho, até parece que eu para falar sobre alhos, tenho de aprender tudo o que posso sobre bugalhos! Eu não quero parecer estúpido, mas não seria melhor eles falarem sobre a sociedade e dos problemas que a rodeiam estando em sociedade? Será que eles não deveriam sair um pouco da sala escura onde se fecham afim de verem com os seus próprios olhos que tipo de pessoas passeia cá fora?”

Todo o seu discurso lhe parecia estranho. Todos os verbos, adjectivos e advérbios lhe pareciam retirados de um outra realidade da qual ele não fazia parte. Por momentos sentiu um desfasamento entre a sua noção de realidade e a realidade em sim! Foi então que um dos seus botões lhe respondeu…

“oh meu rapaz aquilo que estás a pedir é simplesmente ficcional! Daqui a pouco estás a fazer exigências como – Todos os deputados têm de saber em que estado é que as pessoas vivem com as leis que eles promulgam; Todas as leis devem ser aprovadas tendo em vista a melhoria das condições de vida dos eleitores e não os conceitos que os demagogos parlamentares pensam que estas atingem! Ou seja, aquilo que procuras e questionas são os princípios básicos que podem levar este lugar à ruptura! E repara que eu sou só um botão a falar, apesar de dizer coisas inteligentes, ninguém me dá ouvidos… percebes?”

“Cala-te! O que é que tu achas que sabes? E mais a mais, já que não posso ir ao teatro vou voltar para o trabalho porque há muita coisa para vetar!”

E assim foi, Mourão Almíscar voltou ao trabalho. No dia seguinte, Mourão Almíscar promulgou uma lei!

“Já que não posso ir lá fora fazer alguma coisa diferente, deixa-me aprovar aqui este decreto…”

Dias depois, o país foi finalmente vendido a Espanha!

3 comentários:

Niquinha disse...

Falas do Sr Não Sei Quê ir ao teatro como se fosse um hábito quando, infelizmente, a maior parte das pessoas ainda acho que assistir a un espectaculo de teatro é coisa de gente fina (ou então tavas a ser irónico mas, eu, tou meia lerdita lol). Quanto ao resto, não podia concordar mais, devia haver 21 salas de teatro, cada uma com uma peça diferente. A cabeça de cada ser humano que lá fosse, seria bem mais saudável e os olhos sairiam sempre mais brilhantes! Pelo menos os meus saem sempre!!!

Niquinha disse...

*acha (sorry :o))

Niquinha disse...

(ups...) *um (é do adiantado das horas!)