quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Reflexos da nossa gente.

Tenho reflectido. Durante essas minhas reflexões, apercebi-me de que existiam muitas coisas para explicar nas expressões idiomáticas com origem no calão Português.

Por exemplo, será que o tipo que inventou a expressão “dar o (local utilizado para a defecação e outros fins, no ver de algumas pessoas, lúdicos) e dois tostões” falou por experiência própria? Ou será que esta é uma daquelas expressões que não nutre o afecto do seu autor, talvez por não fazer muito em prole do seu bom-nome?

Outra que me suscita curiosidade é “Oh paneleiro!”. Apesar de não parecer uma expressão muito elaborada, esta expressão deu inicio aquela que será, até aos dias de hoje uma das mais famosas e importantes expressões idiomáticas do calão algumas vez descobertas! Apesar de ter tido um início simples, as forças intelectuais impeliram esta expressão a ganhar contornos ainda mais densos, tendo uma das respostas mais inteligentes sido:

“Sou paneleiro e faço panelas, enfio-te a (palavra em calão que designa o falo) até ás goelas!”. Apesar de os mais cépticos afirmarem que esta é uma frase leviana de um autor leviano, eu acredito que se trata de uma pessoa com um carisma acima da média, pois não só se assume perante todos como homossexual, tal como, na mesma frase dá o seu primeiro avanço naquilo que se poderá vir a tornar numa frutífera e estável relação com alguém por quem ele nutre algum tipo de carinho/afecto.

Apesar da sua demonstração amorosa, nem tudo foi tão belo quanto a sua expressão. Tal como acontece com todos nós, pelo menos uma vez na vida, também o seu amor foi recusado, tendo a sua paixão da altura respondido: “As minhas goelas são de diamante, (palavra em calão que simboliza o acto de tramar, lixar ou estragar, só que não de uma forma tão branda, na terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito.) a (palavra em calão que designa o falo) num instante!”. É aqui que a frase ganha os seus contornos mais belos, sendo esta frase transmitida de geração em geração há anos e anos.

Voltamos a ver-nos para a semana para mais uma rubrica de “As (palavra que tem índole depreciativo e que também pode querer dizer coisas) da nossa terra”

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Rotina "costumeira" de um dia igual aos outros!

Cansado da rotina que a sua vida se tornara, certo dia, Mourão Almíscar (nome fictício) decidiu fugir um pouco ao seu já “costumeiro” quotidiano.

“Vou ao Teatro!” Disse ele no tom anafado que é só seu. Nada de estranho pensam os leitores, nada de mais…

Aliás não estivesse ele sozinho e a falar para com os seus botões em voz alta e este seria apenas mais um dia costumeiro na sua vida!

“A sério meus lindinhos, vou ao teatro! Ouvi dizer que por lá cada dia que passa, algo de novo acontece, todos os dias estão impregnados de novidade e euforia (discurso metafórico que simboliza o estado de sitio em que se encontra a actualidade teatral)!

Não contente, Mourão decide mesmo dirigir-se a um dos teatros da sua localidade, onde sem delongas lhe disseram: “Hoje estamos encerrados, o encenador e a equipe artística estão isolados afim de conseguirem captar e posteriormente transmitir a realidade da nossa sociedade ás pessoas da cidade!”

Tais palavras confundiram Mourão Almíscar, para ele não existia sentido nenhum existir apenas uma companhia a trabalhar num espaço tão grande, para além de que não tinha muito nexo eles (companhia artística) se isolarem para capturarem correctamente aquilo que achavam da sociedade onde viviam, segundo ele isso era:

“Estranho amiguinhos, muito estranho, até parece que eu para falar sobre alhos, tenho de aprender tudo o que posso sobre bugalhos! Eu não quero parecer estúpido, mas não seria melhor eles falarem sobre a sociedade e dos problemas que a rodeiam estando em sociedade? Será que eles não deveriam sair um pouco da sala escura onde se fecham afim de verem com os seus próprios olhos que tipo de pessoas passeia cá fora?”

Todo o seu discurso lhe parecia estranho. Todos os verbos, adjectivos e advérbios lhe pareciam retirados de um outra realidade da qual ele não fazia parte. Por momentos sentiu um desfasamento entre a sua noção de realidade e a realidade em sim! Foi então que um dos seus botões lhe respondeu…

“oh meu rapaz aquilo que estás a pedir é simplesmente ficcional! Daqui a pouco estás a fazer exigências como – Todos os deputados têm de saber em que estado é que as pessoas vivem com as leis que eles promulgam; Todas as leis devem ser aprovadas tendo em vista a melhoria das condições de vida dos eleitores e não os conceitos que os demagogos parlamentares pensam que estas atingem! Ou seja, aquilo que procuras e questionas são os princípios básicos que podem levar este lugar à ruptura! E repara que eu sou só um botão a falar, apesar de dizer coisas inteligentes, ninguém me dá ouvidos… percebes?”

“Cala-te! O que é que tu achas que sabes? E mais a mais, já que não posso ir ao teatro vou voltar para o trabalho porque há muita coisa para vetar!”

E assim foi, Mourão Almíscar voltou ao trabalho. No dia seguinte, Mourão Almíscar promulgou uma lei!

“Já que não posso ir lá fora fazer alguma coisa diferente, deixa-me aprovar aqui este decreto…”

Dias depois, o país foi finalmente vendido a Espanha!

Aviso!

Olá, o meu nome é Ricardo Leite. Tal como disse no post anterior, todo o conteúdo deste blog será sujeito a uma seriedade estrema, pelo que será cada vez mais normal este tipo de pequeno texto introdutório a explicar isso mesmo. É por isso que, com medo de me tornar redundante e repetitivo nos próximos post’s, decidi publicar este aviso apenas neste post! Este tipo de aviso é um indicativo da seriedade extrema que a partir do dia abaixo mencionado (data da publicação do ultimo post) este blog preconiza! Obrigado.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Novo Início.

O assunto é sério!

Que não se pense que o assunto não é sério!

Aquilo que vou dizer, é sério!

Seriedade é aquilo que eu estou a usar para escrever o que se segue!

O assunto que se segue é assustador de tão sério que é!

Já perceberam que aqui se fala a sério?

A sério, o assunto é sério! Agora estou a falar a sério...

Pha deixem-se de tangas! Estou mesmo a falar a sério!

Bem, chegamos ao inicio de mais um ano. O assunto sério de que se fala é apenas razoavelmente sério, decidi reclamar toda aquela atenção logo ao inicio, afim de que não pensassem que eu não estava a falar mesmo a sério.

Sem mais delongas e tentando sintetizar toda a informação que vos quero transmitir, devo confessar-vos que este blog decidiu partir noutra direção! (apesar de agora ser difícil encontrar transportes seja para que destino for!)

A partir de hoje, este blog, é um blog sério! A partir deste momento todos os assuntos revelados por este blog estarão envoltos numa sobrenatural capa de seriedade!

Este ano tudo será diferente...

Bem vindos á mudança ...