terça-feira, 28 de novembro de 2006

Razão ou desespero!


Tenho de admitir, nunca pensei que a vida de desempregado exigisse tanto de nós! É que ser desempregado é uma profissão esgotante, eu acordo de manhã e sou desempregado, tenho de tomar banho rápido para desempregar ainda mais um pouco antes de almoço! Chego á hora de almoço e aquilo que eu pensava que ia ser um momento sóbrio calmo e tranquilo, transforma-se num dos momentos mais dolorosos para quem tem esta profissão! A hora do almoço, é a hora do dia em que quem tem outra profissão que não a de um simples desempregado, regressa a casa do “trabalho” e comenta as coisas que lhe aconteceram essa manhã! É obvio que nós também queremos dizer como foi a nossa manhã de desempregado, mas sentimos que fizemos tão pouco nessa manhã, aliás, desempregamos tão pouco para uma pessoa recém-formada, que nem vale a pena falar! Nós somos uma vergonha! É pelo menos isto que sentimos por dentro, mas quase que o não podemos expressar pois mal acaba o almoço temos logo de voltar para a cama e desempregar o resto do dia! É um emprego extenuante!

Devo confessar que nem tudo é mau, por vezes, para fugirmos á pior parte do dia, deixamo-nos desempregar, só que desta vez de olhos fechados e até muito depois da hora de almoço. A esses dias eu costumo chamar de: “dias de estágio profissional”, dias em que estudamos para cumprir uma das mais difíceis funções de sempre, REFORMADO.

Viva o desemprego!

In, "Um Dia na vida de Ricardo Leite"

Viva os argumentos!


“É a 500 freguês, a 500...

Olha a cabala a 500...

Quem quer cabala?

É a 500, compre agora senão esgota!

Olha a cabala fresquinha sobre o Narciso Miranda!”





in "As Crónicas de uma Vendedeira chamada Justina"

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

"As Desventuras de um Interlocutor"

«Interlocutor 1 - Hoje saí de casa em tronco nu! Ao principio senti uma pequena aragem fria a circular por entre os meus voluptuosos e bem torneados peitorais. Por instantes pensei que aquela sensação estaria associada à minha prévia ingestão de anti-depressivos e anti-estamínicos com um empurrãozinho, dado pela Vodka Red-Bull que se encontrava no meu frigorífico, há muito mais tempo do que o tempo aconselhado pelo fabricante.
De facto, aquela sensação era mesmo causada pelas drogas. Eu não estava de tronco nu!
Apesar de tudo, eu tinha a certeza de ter saído de casa em tronco nu, lembrava-me distintamente de ter tirado o soutien e de ter feito a depilação nas axilas naquele mesmo dia( queria colocar o novo creme para uso exclusivo nas axilas após a sua respectiva depilação, que minutos antes tinha comprado numa superfície comercial perto da minha área de residência actual!).
É claro que por estar neste imbróglio mental, minutos depois de sair de casa esqueci-me que não estava a sair de minha casa, o que me lembrou de que eu tenho, disfunção de múltipla personalidade, e a não esquecer, fez-me recordar os meus graves problemas de memória! Tudo isto, aliado ao simples facto de que se tratava de uma segunda de manhã e de por consequência eu ter passado a noite anterior a ver o “Canta por Mim” na T.V.I.,tudo isto me fez pensar que eu efectivamente teria saído de casa, se bem que de um modo complectamente irreflectido, com o tronco desnudo, tal como previamente eu expus no início da resposta á sua questão! “

Interlocutor 2 - Mas a questão que eu lhe coloquei nada tem a ver com aquilo que me disse.

Interlocutor 3 - Pois não, aquilo que lhe perguntamos foi se já tomou alguma decisão em relação á cessação, ou não, da atribuição de subsídios a fundo perdido ás companhias teatrais da cidade senhor Presidente!

Interlocutor 1 - Ah! Isso. Devo confessar-lhe que existem dias que eu de manhã, bem antes de a neblina matinal se ter dissipado, costumo ingerir um ou mais copos de vaca retirado directamente do leite!»

In, "As Desventuras de um Interlocutor"

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Rui Rio abre concurso público!

Gostava de vos dizer que neste momento e após sérios momentos de reflexão, que só são sérios até ao ponto onde a minha cara o permite, decidi hoje mesmo levar para a frente uma proposta que me fizeram faz anos.

Vou privatizar o Jardim de Serralves! Não! Quer dizer, o jardim não, que isso já foi. Vou privatizar a Casa da Música! Raios! Essa também não posso porque a câmara é só um mero accionista que tem de desembolsar uma valor na ordem dos 4.4000€! Bem vou privatizar o Rivoli. Ai esse também já foi, quer dizer não me restando alternativa vou-me privatizar a mim próprio e colocar-me a mim próprio sob gerência de uma outra entidade.

Espero que compreendam o que tento fazer e que apreciem esta atitude do vosso excelso Presidente da câmara Rui Rio.

Está aberto o Concurso Público!






(a cultura vai ficar deste tamanhinho!)

Romeu Pereira! O Diário de um Forcado Narcoléptico Formado em Jornalismo. (Novos episódios )

Olá.
Sejam novamente bem vindos a este meu espaço interativo, espaço onde eu vos coloco a par, na medida do possível da actualidade que nos rodeia.

Sei que tal e qual uma bela adormecida qualquer, me mantive ausente durante um perlongado período de tempo, para ser mais específico, desde o dia 16 de junho de 2006.

Confesso que o que aconteceu foi deveras estranho, por isso mesmo vou tentar fazer uma pequena síntese dos meus últimos meses.Tudo aconteceu á cerca de 4 meses atrás...

Estava eu no meu escritório prestes a escrever o meu artigo para este afamado blog, quando logo após ter inserido as duas primeiras letras do artigo (Be) sou possuído por uma enorme vontade de dormir, até agora nada de estranho. Aquilo que aconteceu a seguir é que torna isto mais rebuscado.

Quando acordei reparei que o meu computador tinha sido privatizado, sem ter tempo para esboçar qualquer tipo de reacção dou por mim a ser possuído novamente por aquela vontade de dormir! Dia 13 de Outubro acordo, um pouco estremunhado, olho á volta do sítio onde estive a dormir durante mais de 3 meses e vejo que nada subsistia, apenas eu jazia nu, no chão ladrilhado da minha bafienta cave escura. Aquilo chateou-me um bocado. Então para tentar desanuviar um pouco, decido ir ao teatro. Vesti alguma roupa que por acaso se encontrava no chão da entrada e parti à aventura, decidi naquele momento ir ao teatro, pensei que após quase 4 meses de sono profundo poderia ver algo de novo no panorama cultural Portuense! Entrei no teatro, nunca mais me esquece, era um pequeno auditório, recostei-me na cadeira e tentei apreciar o espectáculo. Recordo-me ainda da voz off : “ Por favor desliguem os vossos t..” não me lembro de mais nada. Cerca de 15 horas depois acordei.

Não podia acreditar quando me apercebi da realidade, ali estava eu, Romeu Pereira, Forcado, Narcoléptico e Formado em Jornalismo no epicentro da ocupação do Rivoli! Após me ter inteirado da situação comecei por escrever em panos enormes o nome do sítio onde estava para, caso adormecesse, me lembrar imediatamente do sítio onde estava, mas pelos vistos havia um engraçadinho que achou piada á minha doença e sempre que eu adormecia a meio da escrita do nome Rivoli ele achava por bem brincar com a minha cara escrevendo coisas como “livre” “lução” “luta” “lixo” etc. Após ter adormecido pela quinta vês decidi explicar-lhes a situação:

-se quiserem escrever palavras de ordem, o melhor é fazê-lo em estandartes separados, aqui escreves Rivoli e neste livre e neste luto e assim sucessivamente.

Eles iam para me responder mas eu adormeci. Não percebi muito bem como, mas quando acordei novamente, alguns dias depois estava a depor no tribunal e o senhor juiz só me dizia:

- Mas o senhor não se lembra de nada do que aconteceu no interior daquele teatro? Mas você andava a dormir ou quê? Pensa que pode fazer assim pouco da autoridade? Mas o que é isto?

Sei que após esta série de perguntas relacionadas com o tema “Cultura e Conhecimento” adormeci!

Assim passaram estes quatro meses da minha atribulada vida!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Ricardo Leite Sexta 17 de novembro


Este é um dia especial para mim: 17 de Novembro. Foi neste dia que eu nasci há 22 anos atrás. Foi uma ocasião muito especial para a minha mãe, que nesse dia revelou o seu íntimo desejo de jamais ficar de “esperanças” novamente. Eu fico feliz por essa decisão, ia ser muito chato ser o filho do meio. Já ser o da ponta é o que é! No entanto não posso deixar de agradecer aos meus pais por me terem concebido naquele dia, o qual eu gosto de intitular “O Momento Mais Triste da Vida do Meu Irmão!”
Dedico este espectáculo a todos os que me apoiaram nestes 22 anos, mas dedico especialmente à minha Mãe, ao meu Pai e ao meu Irmão! Obrigado!


Acabou o Bloqueio!



É verdade que desde o dia 15 de outubro que eu não escrevia nada, mas é verdade também que o Rui Rio continua a ser um cromo!
Quando eu digo que acabou o bloqueio, quero dizer que finalmente pude voltar a escrever para este sitio que tantas alegrias deu já a quem o lê e comenta com alguma ternura.
Este é um post que tem como única função anunciar o regresso à actividade.
Vamos lá a trabalhar....