sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Uma hora de vida!


Tenho andado a pensar muito sobre um tema para escrever, talvez por querer dizer mais do que tenho para dizer, ou então simplesmente tento encontrar uma forma de poder dizer aquilo que nunca disse a ninguém.
Talvez por isso mesmo eu me perca tanto em rodeios e em coisas que efectivamente não tem grande interesse para o comum mortal.
É então chegada a hora para parar com os rodeios e começar a dizer aquilo que tenho mesmo para dizer.
Acho que o passo inicial é começar pelo início!
Comecemos então, tudo começou num fim de tarde absolutamente normal de um dia de Inverno na cidade de Matosinhos, ao fim de um período de gestação igual, ou superior a dez meses e meio, nasci!
Era um bebé. Efectivamente tratava-se de um bebé. Para grande felicidade dos meus pais, tinha nascido, com todos os membros bem colados ao corpo um de bebé com 10 meses e meio e quase 5kg de peso. Aquilo que para mim foi uma experiência efusivamente alegre foi, para minha mãe um período de constante sobressalto a que ela ainda hoje se refere como “os piores momentos da minha amargurada e triste vida!”
Sem bem que ache que aquilo que ela realmente queria dizer era:
- Gosto tanto de ti que até nem te quero ver mais á frente!
Coisa que até nem me aborrece muito, porque existem partes da minha mãe que eu também prefiro não ver tão cedo!
Tal como devem supor eu não me lembro de muitas mais coisas, até porque aquilo que eu sei, foi aquilo que me contaram a muito custo as parteiras que estavam lá a assistir à primeira discussão da minha vida!
Segundo elas eu não queria abraçar o meu irmão, talvez por não ter envergadura de braços suficiente para conseguir abarcar no meu peito um portento de 10 anos com excesso de peso e marcas de mousse de chocolate no lábio inferior.
Pode portanto dizer-se que eu era um miúdo muito normal que só tinha um desejo, dar-me bem com toda a gente!
Devo confessar que a pessoa com quem criei menos laços afectivos, ao contrário do que seria de se esperar, foi o meu pai. Penso que uma razão para isso foi o facto de ele não me ter protegido da minha primeira rixa como indivíduo num estado de direito que se quer livre e igualitário! Devo confessar que aquela primeira agressão por parte da parteira com menos buço que a outra, foi algo que me marcou até aos dias de hoje. Ainda hoje, sempre que passo ao pé de uma maternidade sinto um arrepio na espinha!
Este pequeno resumo da minha primeira hora de vida servirá para clarificar a razão pela qual eu sou, aos 21 anos de idade, um jovem perturbado e molestado por um mundo de selvagens!


Tenho Dito!

1 comentário:

Stella disse...

oh ricardo!!! quando é que fazes 22 anos?!! é q já estou um bocado cansada de ler que és um jovemd de 21 anos...ehehhe
tou a brincar

Beijos grandes!!!**