segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Um homem. Uma Lenda. Umas sibilantes lixadas!

Este será o resumo da história de um homem, um resumo bastante sucinto, quase uma síntese de um resumo! Não porque o homem em questão não mereça mais do que um simples resumo, mas sim porque eu não tenho tempo a perder com pessoas pelas quais não nutro uma especial afeição. Não que seja este um desses casos, aliás é bastante forte e “bonito” o carinho que eu, afincadamente, nutro por este ser em particular se bem que não deixo de gostar dos outros, mesmo que a um nível mais generalista. Bem deixando-me de rodeios e indo directo ao assunto, pois eu por vezes tendo a dar voltas e voltas ao mesmo assunto sem sequer explicar muito bem o que eu estou a dizer, em prole (supostamente) de um maior sentido e entrosamento textual. Como eu estava a dizer, o rapaz é uma “jóia de um moço”. Há quem diga que ele aprendeu muito com a escola da vida, que esta o ensinou a ver as coisas de uma forma diferente da das outras pessoas, talvez seja por isso que ele ganhou o que ganhou (um problema no estômago, uma vez, quando lhe meteram um aparelho nos dentes e ele não suportou muito bem a pressão de ter tanto metal na boca).
Sim, devo confessar que ele é um tipo fora do normal, atrevo-me até a dizer que ele é bastante estranho! Mas um estranho bonito, um estranho quase atractivo, um estranho de fazer inveja a muita gente esquisita que por aí anda!
Bem, deixando-me de rodeios, gostava de dizer que sim. Sim.
Aquilo que eu estava a tentar dizer no ultimo parágrafo era que sim, o Helder, o Heldinho, o Derinho, o Jacó(para quem o conhece melhor) mereceu este prémio, mereceu e foi bem feito! Quanto a mim ele devia ter levado mais ainda! Aliás de castigo eu acho que ele devia voltar para Estocolmo! Efectivament, na minha modesta opinião ele devia era ficar lá para sempre, com as suecas. Colcluino, eu gostava de trazer a lume uma verdade sobre o Helder. A verdade é que ele nunca teria sido capaz de ganhar o prémio que ganhou, não fosse o apoio demonstrado pelos professores da escola que ele actualmente termina.
Professores que, num gesto de apoio lhe disseram (numa das suas primeiras aulas)”tu com essas sibilantes não vais chegar muito longe!”
Foi de facto o que aconteceu, se virmos bem, a Suécia não é assim muito longe, Já se ele tivesse ido a uma Austrália, a um Japão, isso sim seria chegar longe! Mas não, ele ficou-se pela Suécia e por um primeiro prémio Mundial em cartomagia.
Nada mau para um puto de 23 anos com uma má dicção ...


Parabéns puto...




Tenho Dito!

sábado, 5 de agosto de 2006

Por um mundo demasiado justo! (um olhar no futuro)


Algo me tem aborrecido. Já não é a primeira vez, nem será a ultima, que me acontece entrar numa casa de banho pública e reparar, que na porta, o letreiro do homem e do deficiente se encontram na mesmo local!
Não é uma questão de separatismo, nem sequer uma questão de me querer dissociar dos incapacitados que por aí existem. Simplesmente quero um pouco de igualdade...
Ou se assume que todos os homens são uma cambada de deficientes e que por consequência as mulheres passam a fazer um certo “desconto” a certas atitudes por nós preconizadas, ou então os senhores das cadeirinhas têm uma casa de banho para eles(casa de banho essa onde eles poderão pendurar o seu “sinalzinho”)!
É que se pensarmos bem, até os bebés (seres que não têm idade para ir sozinhos a casas de banho públicas) têm o seu letreiro, solitário, numa porta do tamanho de pessoas grandes! Das duas uma, ou reduzem o tamanho da porta dos bebés e eles têm o direito de ter numa porta um letreiro só para eles, ou, utilizando uma porta normal, colocam-se ambos os letreiros,(dos deficientes e dos bebés) um a 30cm do chão (o dos bebés, pois eles gatinham)e um a um metro de altura(o dos deficientes, pois todos os deficientes andam de cadeira de rodas(este raciocínio é falacioso, pois se assim fosse, seria mais fácil detectar os deputados deficientes que existem no nosso país!)).
Outra coisa que me aborrece é que todos os incapacitados são julgados da mesma forma, ou seja, só se é incapacitado se se usar cadeira de rodas! Por exemplo, um tipo que venha para a casa de banho com canadianas? Como é? Como é que o senhor se segura de pé e pega no seu falo para urinar? Não é isso uma “incapacidade”? Indo mais longe, será que ele não terá o direito de ter uma placa com um “bonequinho” preto com umas canadianas?
Mas ainda existe outra, porque é que o “bonequinho” é sempre preto?
Em África todos os “bonequinhos” são brancos? Não sei, eu não quero instalar aqui um clima ostracisante, mas concluindo a minha dissertação, gostaria de rematar dizendo:
Para o bem de um mundo mais justo, equitativo e unido, na minha opinião, se a casa de banho dos homens têm um sinal de deficiente por baixo, a das mulheres também deveria ter! Elas não são mais do que nós! A única coisa que eu quero é um mundo justo!




Tenho Dito!

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

As minhas frazes soltas. Os meus pensamentos obscuros. Uma passagem da bíblia...

"Para quê um momento no escuro, se aquilo que todos queremos é um pouco de sapiência e obstinada vontade de errar?"


"a inocência é como a verdade, só dá jeito se formos culpados!"

"para quê um dia sonhar em voar se todos um dia desaprendemos a capacidade de amar?"

"a verdade da mentira é ... que é compensadora a mentira fácil para te levar para a cama..."


"sempre que olhares para o teu lado e eu não estiver lá... olha para trás porque estás de quatro..."


"então entrou em mim o espírito e me pôs em pé, e falou comigo, e me disse: Entra encerra-te dentro da tua casa."

Ezequiel 3,4



"Para mim é bestial uma oportunidade de explorar novas formas na velha formula. Será quetemos de caminhar sempre em frente ou será que por vezes temos de ir apanhar o que fomos deixando cair na nossa corrida desenfreada pela escola da vida?"


“Tudo aquilo a que me permito, são coisas ás quais eu respeito. Coisas essas que pretendo aperfeiçoar! Sendo o agora o momento, eu aproveito para agradecer a toda a gente que é passível de ser agradecida...”




“Só erra quem produz. Mas, só produz quem não tem medo de errar.”





"É verdade que tudo é um mistério com imensas variáveis e infindáveis hipóteses. É verdade também que quando se faz uma opção, deve ir-se até fim com essa decisão, deve portanto chegar-se ao máximo de nós, através do mínimo dos outros...
Uma obra de arte, uma vez executada tem de ser compreendida por si só, sem explicação, sem legendas! A tarefa a que se propõe um "artista", é tentar tirar o maior partido da oportunidade de poder exibir o que faz...
Obrigado pai, Obrigado mãe. (pela opção de me permitirem...)"



“A aprendizagem é um caminho, um caminho de muitos, aos quais deve seguir-se uma reflexão. Eu penso logo existo, eu faço logo actuo, e ajo logo mecho-me, o mundo é o que é, não o podemos transformar em algo que gostasse-mos mais. Já o tentaram fazer e houve sempre quem não gostasse. A verdadeira e derradeira tentativa é tentar preencher o mundo com as nossas "cores", os nossos cheiros, os nossos gostos, tentar polvilhar com um pouco de nós o resto do mundo...”



“A verdade é que o dia chega ao fim e o cansaço não se apodera de mim, aquilo que se apodera de mim é a sensação de não ter feito o suficiente, de não ter tentado tudo, de não ter conseguido, ao fim dessas vinte e quatro horas atingir aquilo que eu almejei para esse mesmo dia... Aquilo que eu tento é não desesperar, tento não olhar para trás magoado por não ter procedido como devia com o meu dia. Tento não censurar-me por ter perdido aqueles 20 minutos na cama enquanto estava muito cansado, por ter gasto aqueles 30 minutos a mais parando para um café, por ter perdido aquelas 2 horas nos braços de quem me ampara.. É uma pena, mas temos de decidir, é um jogo de vida ou de morte, e ou se vive ou se morre... ninguém perde nada, senão tempo ...”

Inspiração Matutina...



Cá estou eu
O Capitão Genital
Sou os tomates
E a vagina também
Para se ser genital
Há que se lavar muito bem

(e por aí fora...)

Rio Rio, mas que desafio!




Tudo começou numa pequena cidade nortenha a que muitos teimam em chamar de “Invicta Cidade”, quando deveriam simplesmente intitula-la de “evicted city”.
A história não é muito longa e é bastante simples até, mas afim de tornar a experiência mais didáctica para o leitor, decidi colocar uma série de palavras em língua estrangeira (pode ser que assim eu vos possa enriquecer culturalmente).
Um senhor, ao qual eu gosto de chamar “jagunço” (calão da zona da cidade invicta onde residem os indivíduos culturalmente empobrecidos) decide, ao fim de algum tempo na presidência da câmara municipal do local antigamente conhecido como “poço cultural em fermentação”(já há uns anos largos(expressão habitualmente utilizada pela minha avó, quando se quer referir a algo que ela não tem bem a certeza se se lembra ou não. Utilizando-a só com o intuito de não se deixar ficar perante a família do meu pai(família que por si só precisa de um glossário para ser minimamente percebida))) privatizar e icenerar qualquer tentativa de liberdade de expressão artística e formação no campo da crítica ás entidades camarárias (devido á política de “dou-te o subsídio mas não falas mal de mim” tipo puto cheio de pasta na primária) já para não falar do simples facto de nos ter retirado um espaço comunitário (sim porque já está consumada a privatização, resta saber para quem vai) que deveria servir os habitantes reais da cidade e não só os jagunços (palavra do calão previamente explicada)que se “alapam” (alapar pode querer dizer sentar ou em inglês “to sit”) nos lugares de poder, chuchando (coisa que a minha mãe muita vez faz aos ossos da costeleta)o pouco tutano que nos resta para sermos pessoas integras!
É óbvio que para isto ele não usou só o seu bom senso e cerebelo amachucado (caso se tenha perdido, caro leitor, continuo a falar do “cocó”(não no plano objectivo, mas no plano metafórico, sendo que “cocó” pode querer dizer gayzola, toninho, leuleu e tó-tó) do Rui Rio) usou também a sua calculadora (no caso de não saberem o que é uma calculadora, eu explico. Uma calculadora é um utensílio utilizado na cidade do Porto, pelo presidente da Câmara para medir o grau de necessidades culturais que podemos ter).
Bem não me alongando em demasia e sendo bastante objectivo, o senhor do Rio, metendo água como de costume, decide privatisar algo que pertence ás massas, o nosso querido Raviolli! Na minha perspectiva é preciso devolver ás massas o que a elas pertence!
É nessa perspectiva que eu lanço este apelo:


Quem percebeu perfeitamente este texto que eu escrevi, deverá passar pela Câmara Municipal do Porto, na próxima oportunidade que tiver, parar á porta, olhar para o alto da torre do relógio e:

1. Suspirar com afinco três vezes.
2. Abanar duas vezes a cabeça em sinal de protesto.
3. Por último, dizer “Que pouca vergonha, se ninguém fizer nada, isto vai mesmo para a frente!”
(Receita que o Portuense utiliza para resolver os seus problemas)


Tenho Dito!

E um dia destes o discernimento vem abaixo!


Já faltou mais, mas um dia destes vamos perder tudo aquilo para que lutamos tanto (a nossa independência, a nossa liberdade de expressão, o nosso livre arbítrio, o nosso DISCERNIMENTO)!
Bem aquilo que eu sinto é que, sinceramente, podíamos ter um pouco mais de noção de onde é que ele acaba e onde é que ele começa ( o discernimento, isto é!).
É que pelo andar da carruagem, um dia destes vamos dizer “ é que pelo andar do camelo sem bossa”, pois não vamos ter o discernimento de saber o que é uma expressão idiomática...
A verdade é que eu só tenho 21 anos e é engraçado que já tenho o discernimento para saber quando é que posso justificar as minhas atitudes com a desculpa da idade e quando é que não posso.
Tudo não passa de uma questão estéril, será que devemos ou não devemos olhar para as coisas com o olhar que elas merecem, isto é, um olhar objectivo e construtivamente crítico, ou será que o melhor é continuarmos a bajular pela frente e a criticar pelas costas. É que é preciso ter o discernimento para perceber que a crítica é algo de bom, não precisa de ser aquele bicho de sete cabeças que pelos vistos toda a gente quer fazer dele...
Mas bolas, o que é que eu sei? Eu sou só um puto de 21 anos ...



Tenho Dito!