sábado, 23 de dezembro de 2006

Como eu te Amo quando estás de rastos!

É verdade, ontem esqueci-me de te dizer que penso em ti quando vou tomar banho e não tenho a depilação feita!

In, “As Coisas mais Belas para se dizer a uma pessoa com Baixa Auto-estima!”









Memória de um texto por escrever.

Olhei-te, com um certo desdém , admito! Tu também me viste. Fizeste aquele sorriso que eu aprendi a amar. Trocamos murmúrios...

Fiz-te uma surpresa. Lembras-te? Não? Pois, esqueci-me que não dás valor a essas coisas, elas são “coisas sem interesse” como tu costumas dizer.

Depois foi aquele momento em que eu te esqueci por instantes. Ainda não sabia que ia voltar a recordar-te , como se recordam os tempos de escola primária quando entramos numa sala e sentimos aquele cheiro a sala de escola primária, aquele aroma inesquecível que só quem tem a quarta classe se recorda!

Passaram alguns tempos, ambos tínhamos envelhecido e eu decidi voltar a surpreender-te, tal como fizera tempos antes.

Diferente surpresa, mesma reação, esqueci-me que para ti, essas “coisas sem interesse” não passam disso mesmo, de coisas pouco interessantes que servem apenas para esconder fragilidades sentimentais e frustrações pessoais!

Na verdade eu é que falhei, eu é que deveria ter tido atenção. Eu é que te deveria ter ensinado a gostar daqueles momentos que precedem a surpresa, aqueles momentos em que tudo é incerto, nem que por um milionésimo de segundo! Eu é que me esqueci de me esquecer de mim, eu é que não me esforcei o bastante para me lembrar de que aquilo que é importante, é apenas a memória que de ti resta!

Confuso?

Eu sei, surpreendi-te por instantes, não foi? Pensavas que eu estava a tentar chegar a algum ponto convexo de raciocínio, mas afinal estou só a dizer balelas. A verdade é que dizer balelas faz-me lembrar de ti! Sei que parece estranho, mas sempre que ouço uma bela mentira, recordo-me de ti, sempre que alguém me conta uma traição implacável, eu lembro-me de ti! É a ti que eu vejo, quando no cinema, uma cena do filme me lembra uma grande farsa!

Desculpa, estava a brincar, aquilo que eu realmente queria dizer é que te adoro e que a nossa relação tem futuro, que a nossa vida vai ser um mar de rosas, que nuca ninguém te vai amar tanto quanto eu te amo agora mesmo! Quero também recordar-te que apenas hoje me olhei no espelho e percebi que o meu eu se esvaiu de saudades de ti! Quero também dizer-te que “lamechisse” é algo que me traz á memória a tua pessoa! Por exemplo, ontem, enquanto passeava sozinho á beira-mar, decidi soltar uma lágrima quando vi uma mãe a abraçar o seu filho!

Desculpa, emocionei-me, penso que só de ter recordado esse momento, o meu intimo se enfraqueceu e o meu coração chorou uma lágrima de sangue!

A verdade é que te amo e por mais que te deteste, não consigo deixar de pensar como seria se nunca nos tivéssemos conhecido!

In, “O Diário de um Bipolar”

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

É Natal...



Porquê?


terça-feira, 28 de novembro de 2006

Razão ou desespero!


Tenho de admitir, nunca pensei que a vida de desempregado exigisse tanto de nós! É que ser desempregado é uma profissão esgotante, eu acordo de manhã e sou desempregado, tenho de tomar banho rápido para desempregar ainda mais um pouco antes de almoço! Chego á hora de almoço e aquilo que eu pensava que ia ser um momento sóbrio calmo e tranquilo, transforma-se num dos momentos mais dolorosos para quem tem esta profissão! A hora do almoço, é a hora do dia em que quem tem outra profissão que não a de um simples desempregado, regressa a casa do “trabalho” e comenta as coisas que lhe aconteceram essa manhã! É obvio que nós também queremos dizer como foi a nossa manhã de desempregado, mas sentimos que fizemos tão pouco nessa manhã, aliás, desempregamos tão pouco para uma pessoa recém-formada, que nem vale a pena falar! Nós somos uma vergonha! É pelo menos isto que sentimos por dentro, mas quase que o não podemos expressar pois mal acaba o almoço temos logo de voltar para a cama e desempregar o resto do dia! É um emprego extenuante!

Devo confessar que nem tudo é mau, por vezes, para fugirmos á pior parte do dia, deixamo-nos desempregar, só que desta vez de olhos fechados e até muito depois da hora de almoço. A esses dias eu costumo chamar de: “dias de estágio profissional”, dias em que estudamos para cumprir uma das mais difíceis funções de sempre, REFORMADO.

Viva o desemprego!

In, "Um Dia na vida de Ricardo Leite"

Viva os argumentos!


“É a 500 freguês, a 500...

Olha a cabala a 500...

Quem quer cabala?

É a 500, compre agora senão esgota!

Olha a cabala fresquinha sobre o Narciso Miranda!”





in "As Crónicas de uma Vendedeira chamada Justina"

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

"As Desventuras de um Interlocutor"

«Interlocutor 1 - Hoje saí de casa em tronco nu! Ao principio senti uma pequena aragem fria a circular por entre os meus voluptuosos e bem torneados peitorais. Por instantes pensei que aquela sensação estaria associada à minha prévia ingestão de anti-depressivos e anti-estamínicos com um empurrãozinho, dado pela Vodka Red-Bull que se encontrava no meu frigorífico, há muito mais tempo do que o tempo aconselhado pelo fabricante.
De facto, aquela sensação era mesmo causada pelas drogas. Eu não estava de tronco nu!
Apesar de tudo, eu tinha a certeza de ter saído de casa em tronco nu, lembrava-me distintamente de ter tirado o soutien e de ter feito a depilação nas axilas naquele mesmo dia( queria colocar o novo creme para uso exclusivo nas axilas após a sua respectiva depilação, que minutos antes tinha comprado numa superfície comercial perto da minha área de residência actual!).
É claro que por estar neste imbróglio mental, minutos depois de sair de casa esqueci-me que não estava a sair de minha casa, o que me lembrou de que eu tenho, disfunção de múltipla personalidade, e a não esquecer, fez-me recordar os meus graves problemas de memória! Tudo isto, aliado ao simples facto de que se tratava de uma segunda de manhã e de por consequência eu ter passado a noite anterior a ver o “Canta por Mim” na T.V.I.,tudo isto me fez pensar que eu efectivamente teria saído de casa, se bem que de um modo complectamente irreflectido, com o tronco desnudo, tal como previamente eu expus no início da resposta á sua questão! “

Interlocutor 2 - Mas a questão que eu lhe coloquei nada tem a ver com aquilo que me disse.

Interlocutor 3 - Pois não, aquilo que lhe perguntamos foi se já tomou alguma decisão em relação á cessação, ou não, da atribuição de subsídios a fundo perdido ás companhias teatrais da cidade senhor Presidente!

Interlocutor 1 - Ah! Isso. Devo confessar-lhe que existem dias que eu de manhã, bem antes de a neblina matinal se ter dissipado, costumo ingerir um ou mais copos de vaca retirado directamente do leite!»

In, "As Desventuras de um Interlocutor"

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Rui Rio abre concurso público!

Gostava de vos dizer que neste momento e após sérios momentos de reflexão, que só são sérios até ao ponto onde a minha cara o permite, decidi hoje mesmo levar para a frente uma proposta que me fizeram faz anos.

Vou privatizar o Jardim de Serralves! Não! Quer dizer, o jardim não, que isso já foi. Vou privatizar a Casa da Música! Raios! Essa também não posso porque a câmara é só um mero accionista que tem de desembolsar uma valor na ordem dos 4.4000€! Bem vou privatizar o Rivoli. Ai esse também já foi, quer dizer não me restando alternativa vou-me privatizar a mim próprio e colocar-me a mim próprio sob gerência de uma outra entidade.

Espero que compreendam o que tento fazer e que apreciem esta atitude do vosso excelso Presidente da câmara Rui Rio.

Está aberto o Concurso Público!






(a cultura vai ficar deste tamanhinho!)

Romeu Pereira! O Diário de um Forcado Narcoléptico Formado em Jornalismo. (Novos episódios )

Olá.
Sejam novamente bem vindos a este meu espaço interativo, espaço onde eu vos coloco a par, na medida do possível da actualidade que nos rodeia.

Sei que tal e qual uma bela adormecida qualquer, me mantive ausente durante um perlongado período de tempo, para ser mais específico, desde o dia 16 de junho de 2006.

Confesso que o que aconteceu foi deveras estranho, por isso mesmo vou tentar fazer uma pequena síntese dos meus últimos meses.Tudo aconteceu á cerca de 4 meses atrás...

Estava eu no meu escritório prestes a escrever o meu artigo para este afamado blog, quando logo após ter inserido as duas primeiras letras do artigo (Be) sou possuído por uma enorme vontade de dormir, até agora nada de estranho. Aquilo que aconteceu a seguir é que torna isto mais rebuscado.

Quando acordei reparei que o meu computador tinha sido privatizado, sem ter tempo para esboçar qualquer tipo de reacção dou por mim a ser possuído novamente por aquela vontade de dormir! Dia 13 de Outubro acordo, um pouco estremunhado, olho á volta do sítio onde estive a dormir durante mais de 3 meses e vejo que nada subsistia, apenas eu jazia nu, no chão ladrilhado da minha bafienta cave escura. Aquilo chateou-me um bocado. Então para tentar desanuviar um pouco, decido ir ao teatro. Vesti alguma roupa que por acaso se encontrava no chão da entrada e parti à aventura, decidi naquele momento ir ao teatro, pensei que após quase 4 meses de sono profundo poderia ver algo de novo no panorama cultural Portuense! Entrei no teatro, nunca mais me esquece, era um pequeno auditório, recostei-me na cadeira e tentei apreciar o espectáculo. Recordo-me ainda da voz off : “ Por favor desliguem os vossos t..” não me lembro de mais nada. Cerca de 15 horas depois acordei.

Não podia acreditar quando me apercebi da realidade, ali estava eu, Romeu Pereira, Forcado, Narcoléptico e Formado em Jornalismo no epicentro da ocupação do Rivoli! Após me ter inteirado da situação comecei por escrever em panos enormes o nome do sítio onde estava para, caso adormecesse, me lembrar imediatamente do sítio onde estava, mas pelos vistos havia um engraçadinho que achou piada á minha doença e sempre que eu adormecia a meio da escrita do nome Rivoli ele achava por bem brincar com a minha cara escrevendo coisas como “livre” “lução” “luta” “lixo” etc. Após ter adormecido pela quinta vês decidi explicar-lhes a situação:

-se quiserem escrever palavras de ordem, o melhor é fazê-lo em estandartes separados, aqui escreves Rivoli e neste livre e neste luto e assim sucessivamente.

Eles iam para me responder mas eu adormeci. Não percebi muito bem como, mas quando acordei novamente, alguns dias depois estava a depor no tribunal e o senhor juiz só me dizia:

- Mas o senhor não se lembra de nada do que aconteceu no interior daquele teatro? Mas você andava a dormir ou quê? Pensa que pode fazer assim pouco da autoridade? Mas o que é isto?

Sei que após esta série de perguntas relacionadas com o tema “Cultura e Conhecimento” adormeci!

Assim passaram estes quatro meses da minha atribulada vida!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Ricardo Leite Sexta 17 de novembro


Este é um dia especial para mim: 17 de Novembro. Foi neste dia que eu nasci há 22 anos atrás. Foi uma ocasião muito especial para a minha mãe, que nesse dia revelou o seu íntimo desejo de jamais ficar de “esperanças” novamente. Eu fico feliz por essa decisão, ia ser muito chato ser o filho do meio. Já ser o da ponta é o que é! No entanto não posso deixar de agradecer aos meus pais por me terem concebido naquele dia, o qual eu gosto de intitular “O Momento Mais Triste da Vida do Meu Irmão!”
Dedico este espectáculo a todos os que me apoiaram nestes 22 anos, mas dedico especialmente à minha Mãe, ao meu Pai e ao meu Irmão! Obrigado!


Acabou o Bloqueio!



É verdade que desde o dia 15 de outubro que eu não escrevia nada, mas é verdade também que o Rui Rio continua a ser um cromo!
Quando eu digo que acabou o bloqueio, quero dizer que finalmente pude voltar a escrever para este sitio que tantas alegrias deu já a quem o lê e comenta com alguma ternura.
Este é um post que tem como única função anunciar o regresso à actividade.
Vamos lá a trabalhar....

domingo, 15 de outubro de 2006

Noticia de última hora!


É verdade! É uma notícia de ultima hora. Este blog, que tanto tem dado á sociedade Portuguesa dos últimos tempos, vai fechar por um curto período de tempo.
A isto devem-se motivos de força maior, tanto a nível profissional como a nível pessoal.
Espera-se que dentro em breve o seu autor retome funções naquele que é, até hoje, o mais aclamado, lido e criticado blog da actualidade (a seguir ao blog da Odete santos “momentos-de-câmara-oculta-em-que-eu-rapo-o-meu-buço.blogspot.com”).
Toda a extensa equipa que coloca no ar este blog ressente-se do sucedido e espera em breve tornar a afixar um post que problematize a temática trovadoresca e a sua influência nas bocas de engate de Santa Lopes.
Espero a vossa compreensão e até breve!

Tem-se dito…

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Uma hora de vida!


Tenho andado a pensar muito sobre um tema para escrever, talvez por querer dizer mais do que tenho para dizer, ou então simplesmente tento encontrar uma forma de poder dizer aquilo que nunca disse a ninguém.
Talvez por isso mesmo eu me perca tanto em rodeios e em coisas que efectivamente não tem grande interesse para o comum mortal.
É então chegada a hora para parar com os rodeios e começar a dizer aquilo que tenho mesmo para dizer.
Acho que o passo inicial é começar pelo início!
Comecemos então, tudo começou num fim de tarde absolutamente normal de um dia de Inverno na cidade de Matosinhos, ao fim de um período de gestação igual, ou superior a dez meses e meio, nasci!
Era um bebé. Efectivamente tratava-se de um bebé. Para grande felicidade dos meus pais, tinha nascido, com todos os membros bem colados ao corpo um de bebé com 10 meses e meio e quase 5kg de peso. Aquilo que para mim foi uma experiência efusivamente alegre foi, para minha mãe um período de constante sobressalto a que ela ainda hoje se refere como “os piores momentos da minha amargurada e triste vida!”
Sem bem que ache que aquilo que ela realmente queria dizer era:
- Gosto tanto de ti que até nem te quero ver mais á frente!
Coisa que até nem me aborrece muito, porque existem partes da minha mãe que eu também prefiro não ver tão cedo!
Tal como devem supor eu não me lembro de muitas mais coisas, até porque aquilo que eu sei, foi aquilo que me contaram a muito custo as parteiras que estavam lá a assistir à primeira discussão da minha vida!
Segundo elas eu não queria abraçar o meu irmão, talvez por não ter envergadura de braços suficiente para conseguir abarcar no meu peito um portento de 10 anos com excesso de peso e marcas de mousse de chocolate no lábio inferior.
Pode portanto dizer-se que eu era um miúdo muito normal que só tinha um desejo, dar-me bem com toda a gente!
Devo confessar que a pessoa com quem criei menos laços afectivos, ao contrário do que seria de se esperar, foi o meu pai. Penso que uma razão para isso foi o facto de ele não me ter protegido da minha primeira rixa como indivíduo num estado de direito que se quer livre e igualitário! Devo confessar que aquela primeira agressão por parte da parteira com menos buço que a outra, foi algo que me marcou até aos dias de hoje. Ainda hoje, sempre que passo ao pé de uma maternidade sinto um arrepio na espinha!
Este pequeno resumo da minha primeira hora de vida servirá para clarificar a razão pela qual eu sou, aos 21 anos de idade, um jovem perturbado e molestado por um mundo de selvagens!


Tenho Dito!

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

É ou não é?!


É o momento! Devo confessar que ao início me senti um pouco renitente em fazer este post, pensei que se calhar seria muito cedo para fazer uma declaração tão sincera e profunda sobre mim mesmo.

A verdade é que faz muito tempo que tento sair do armário. Nunca tinha falado sobre isto a ninguém, mas pelo que eu vejo a altura ideal será mesmo esta, até porque dentro de algum tempo não vou ter oportunidade para esconder isto de ninguém e como vocês sabem, mais vale sermos nós a dizer do que depois as pessoas virem a saber por “bocas alheias”.

Eu detesto bidés! A verdade é que só a palavra bidé me dá enjoos! Desde muito novo que comecei a ter um certo desconforto no que diz respeito a falar sobre esse elemento que existe em tantas casas de banho em todo o mundo!
Aquilo que causou este meu mau estar foi ter ouvido a minha mãe falar tantas vezes sobre o bidé como uma coisa que mais ninguém lá em casa tinha direito de utilizar!
Para mim aquilo era (pelo menos até aos meus dezasseis anos) o lavatório dos anões!
Não concebia outro uso para aquilo, senão o uso dos metricamente desafiados.
O engraçado é que isso passou quando um dia, após ter chegado das aulas mais cedo eu entrei na casa de banho sem bater á porta e vi o que na altura era uma amiga do meu irmão a utilizar aquele aparelho, para mim tão complexo!

Finalmente a explicação surgiu!

É que eu já tinha tentado (sem autorização da minha mãe) utilizar o bidé. Primeiro tentei lavar as mãos, mas a altura não ajudava, depois tentei lavar os pés, mas não conseguia encontrar posição para tal tarefa, no final e já quase em desespero, comecei a utilizar o bidé como o sitio onde eu deixava a minha roupa suja para a posterior recolha e lavagem por parte da minha mãe. Tem piada como a minha mãe nunca se queixou de eu deixar a minha roupa suja no local onde ela lava aquilo que para ela é tão precioso!

Sendo franco, aquilo que me causa repulsa no bidé, é o facto de o bidé cumprir uma função que o poliban e a banheira já cumprem! É quase como numa casa de banho privada existir um urinol e uma retrete.
Poupem-me!

Resumindo, quero esclarecer, para quem me lê que esta repulsa ao bidé, não é só uma mania que eu tenho! Esta repulsa é uma doença, é uma doença grave e ainda não tem cura.

A Bidéófilia existe e é real, não a ignorem!


Tenho Dito!

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Quanto custa pensar?



O cérebro utiliza energia para pensar, salvo os casos onde o cérebro tem uma função simplesmente decorativa (Lili Caneças; Lola Ferrari; Ricardo (Guarda redes do Sporting); Paulo Portas). No entanto a energia que ele utiliza, não custa mais do que ter durante toda a vida uma lâmpada de 14 watts de consumo reduzido. O nosso cérebro utiliza a mesma quantidade de energia quer estejamos sob stress, deitados muito descontraidamente no sofá, a decidir se atacamos ou não o Iraque, pensarmos numa forma de combater a fraude fiscal etc.

A maior parte do trabalho do cérebro, de facto, verifica-se fora da nossa consciência, por exemplo, manter o equilíbrio, manter as cuecas na sítio, ou o processamento das impressões dos sentidos a partir dos órgãos e da pele. O homem é o único ser que consegue, deliberadamente desligar o seu cérebro por motivos de força maior. Quando isso acontece, o homem pensa a uma média de 6 cm por segundo.

O cérebro demora cerca de um segundo desde o momento em que tomamos a decisão de mexer o dedo indicador direito até que este se mova, se bem que existem exceções, o estado Português necessita de cerca de 10 anos desde o momento em que decide baixar os impostos até ao momento em que o faz efetivamente (isto deve-se ao facto do estado Port. ser constituído maioritariamente por homens que têm a capacidade de desligar o cérebro quando querem!).

Tenho Dito!

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

O que é a Menstruação?

Após a primeira menstruação, ou menarca (primeira vez em que a mulher pode, deliberadamente dar cabo do juízo a quem quiser) , que surgirá no início da adolescência.

A mulher transforma-se num “bicho” irritável e amargo uma vez por mês!
Todos os
meses, após a menarca, os ovários da mulher libertam um óvulo.
È por causa do raio desse ovo que homem passa por uma fase deprimente, onde tudo o que ele diz está errado e onde nada do que ele faça é suficientemente bom para ela!

Este óvulo vai iniciar um percurso descendente e só pode ter dois destinos:

-fazer com que o homem corte os pulsos e desista de viver;

-ou transformar o homem num ser compreensivo durante uma semana por mês.

Outros dois destinos que o óvulo pode ter são a :

-fecundação;

-o amadurecimento e posterior expulsão.

Se é fecundado, o óvulo passa a ovo e vai alojar-se na parede uterina, que entretanto se tinha preparado para receber esse novo ovo: ocorrendo então uma série de problemas para o casal que depois vai ter de lidar com um puto ranhoso que ocasionalmente vai pedir bicicletas e outras coisas que tais!

Se a fecundação não aconteceu, ainda bem! Ficamos todos muito contentes, pois apesar de não termos tomado todas as precauções, o puto não saiu cá para fora para nos chatear a cabeça com pedidos absurdos(tipo as bicicletas acima mencionadas).

É a isto que vulgarmente se chama, “estar com o período”, ou estar menstruada.

Se bem que o homem continue a referir-se ao ciclo menstrual feminino como o período em que a mulher :

“Tá com os azeites, que queres que te faça?!”

Tenho Dito!

domingo, 1 de outubro de 2006

Mas que mundo!

Muito se tem falado sobre guerra e sobre direitos humanos nos últimos tempos. A única coisa que eu me questiono é:

- Quem é que dá o direito de o Goucha aparecer na televisão todas as manhãs?

-Quem é que dá o direito ao programa da Fátima Lopes ter uma hora de programa só a falar de coisas que não interessam, sequer ás pessoas que vêm o Goucha todas as manhãs?

-Quem é que deu o direito ao Herman José de se transformar naquilo que ele é hoje em dia?

Deus e a porra do livre arbítrio!

Vamos ser um mundo livre, vamos ser um mundo novo, vamos ser uma democracia norte Americana!
(toda a ironia e tom jocoso usados nas linhas anteriores são da autoria do interveniente!)

Sexta-feira 13.
Isto e muito mais no Tertúlia Castelense!

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Sexta-feira 13. Outubro. Tertúlia Castelense.

Cada um é como cada qual. Ou será que todos nós queremos ser tal e qual o “tal” tipo? Porque querer é poder e (porque eu posso!) fiz um texto, tal e qual como muitos outros que já fiz. Sem sentido, mas com conteúdo. Tal como disse no início, cada um é como cada qual, eu sou como sou e o “tal”… é tal e qual como é. Por isso é que ele é o “tal”! Um espectáculo baseado num blog. Comigo, contigo com cada um de nós, tal e qual como somos.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Toca e foge!



És membro da bancada parlamentar? Deputado? Foste eleito democraticamente pelo povo do país onde resides? Então faz-me um grande favor:
Para de mexer nos miúdos com idades inferiores a 12 anos!
Sabes que são esses mesmos miúdos que anos mais tarde te vão insultar pelo que fizeste ao país onde eles residem?
Sabes que é esse mesmo miúdo que hoje abraças que amanhã te vai dizer:
“Meu grande animal eu quero o meu fundo de desemprego. E quero-o agora!”
Para que aquilo que me aconteceu a mim não aconteça a mais miúdo nenhum, eu proponho-me a iniciar, “O movimento pelo não abraço ou festinha dos políticos aos menores em qualquer tipo de comemoração política de cariz publicitário!”

Porque quando o Narciso Miranda me abraçou e afagou docemente a nuca, aquilo até nem me pareceu estranho! Porque o mundo ficou mais feio quando eu ganhei consciência política! Porque eu queria ter tido uma infância igual á dos outros meninos!

Por tudo isto e por muito mais eu proponho-me a acabar de uma vez por todas com este tipo de imagens!

Porque os nossos filhos merecem o melhor! Porque a juventude merece o espaço de não ser tocado por gordos nojentos que fazem coisas estranhas com as mãos!

O movimento pelo não abraço ou festinha dos políticos aos menores em qualquer tipo de comemoração política de cariz publicitário não cumpre aqui o seu objetivo! Este movimento promete uma marcação cerrada ao político “toca e foge”, (na verdadeira acepção da palavra) o político que mexe no menino(a) mas que depois não faz nada por ele(a)!

Pelo fim do toque sem intenção!

Tenho Dito!

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

É real e aconteceu mesmo!


O segregacionismo chega aos Morangos com Açúcar!

Foi numa tarde do mês de Setembro que, antecedendo a hora do jantar, um episódio dos Morangos com Açúcar passou os limites!
O que se passou foi o seguinte. Após cerca de vinte minutos de troncos nus e biquínis, aparentemente surgindo do nada, uma situação de segregacionismo revela-se! Aquilo que ao inicio se assemelhava a uma cambada de putos sem perspectivas de vida, acabou por ser uma cambada de putos sem prospectivas de vida a expulsar um rapazito da série, só porque o “rapazito” era do norte!
Nota-se perfeitamente que se tratou de uma forma da produção do programa resolver o problema causado por ter um membro do elenco a falar um dialeto diferente daquele a que os outros membros do elenco estariam acostumados!
Pelos vistos (e isto é o que eu deduzo) os outros membros da série televisiva “Morangos com Açúcar” não percebiam o que o rapaz dizia.
Por isso e tentando chegar ao fundo da questão, cheguei á conversa com um elemento da “novela” que afirmou o seguinte:

“aquele monhê não dizia cena com cena! percebes meu niga? É que tipo a gera tava aqui numa de receber o jerk, mas ele falava bué de lá d’cima, tázzzavêre? Pha aqui a nata da big city tentou mas o comparsa crachou...”

Pelos vistos aquilo que levou á quebra de contrato foi um problema de diálogos. Ninguém dialogava, tanto nos bastidores como nas filmagens da série. A titulo de curiosidade, ao que parece, as gravações duravam cerca de 4 a 5 horas para conseguir reunir dois minutos de diálogo que pelo menos conseguissem competir com os piores dias de “A Vila Faia”.

Resumindo, o que aconteceu foi efetivamente muito simples, de entre tão maus actores, argumentistas, operadores de câmara e afins, decidiram expulsar o único rapaz que “falaba assinhe caraumba, parec que els seskécem que quaundo o hermane falaba á puorto, tuoda a guente guostaba muinto!”

O segregacionismo existe e é real!

Tenho Dito!

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Um homem. Uma Lenda. Umas sibilantes lixadas!

Este será o resumo da história de um homem, um resumo bastante sucinto, quase uma síntese de um resumo! Não porque o homem em questão não mereça mais do que um simples resumo, mas sim porque eu não tenho tempo a perder com pessoas pelas quais não nutro uma especial afeição. Não que seja este um desses casos, aliás é bastante forte e “bonito” o carinho que eu, afincadamente, nutro por este ser em particular se bem que não deixo de gostar dos outros, mesmo que a um nível mais generalista. Bem deixando-me de rodeios e indo directo ao assunto, pois eu por vezes tendo a dar voltas e voltas ao mesmo assunto sem sequer explicar muito bem o que eu estou a dizer, em prole (supostamente) de um maior sentido e entrosamento textual. Como eu estava a dizer, o rapaz é uma “jóia de um moço”. Há quem diga que ele aprendeu muito com a escola da vida, que esta o ensinou a ver as coisas de uma forma diferente da das outras pessoas, talvez seja por isso que ele ganhou o que ganhou (um problema no estômago, uma vez, quando lhe meteram um aparelho nos dentes e ele não suportou muito bem a pressão de ter tanto metal na boca).
Sim, devo confessar que ele é um tipo fora do normal, atrevo-me até a dizer que ele é bastante estranho! Mas um estranho bonito, um estranho quase atractivo, um estranho de fazer inveja a muita gente esquisita que por aí anda!
Bem, deixando-me de rodeios, gostava de dizer que sim. Sim.
Aquilo que eu estava a tentar dizer no ultimo parágrafo era que sim, o Helder, o Heldinho, o Derinho, o Jacó(para quem o conhece melhor) mereceu este prémio, mereceu e foi bem feito! Quanto a mim ele devia ter levado mais ainda! Aliás de castigo eu acho que ele devia voltar para Estocolmo! Efectivament, na minha modesta opinião ele devia era ficar lá para sempre, com as suecas. Colcluino, eu gostava de trazer a lume uma verdade sobre o Helder. A verdade é que ele nunca teria sido capaz de ganhar o prémio que ganhou, não fosse o apoio demonstrado pelos professores da escola que ele actualmente termina.
Professores que, num gesto de apoio lhe disseram (numa das suas primeiras aulas)”tu com essas sibilantes não vais chegar muito longe!”
Foi de facto o que aconteceu, se virmos bem, a Suécia não é assim muito longe, Já se ele tivesse ido a uma Austrália, a um Japão, isso sim seria chegar longe! Mas não, ele ficou-se pela Suécia e por um primeiro prémio Mundial em cartomagia.
Nada mau para um puto de 23 anos com uma má dicção ...


Parabéns puto...




Tenho Dito!

sábado, 5 de agosto de 2006

Por um mundo demasiado justo! (um olhar no futuro)


Algo me tem aborrecido. Já não é a primeira vez, nem será a ultima, que me acontece entrar numa casa de banho pública e reparar, que na porta, o letreiro do homem e do deficiente se encontram na mesmo local!
Não é uma questão de separatismo, nem sequer uma questão de me querer dissociar dos incapacitados que por aí existem. Simplesmente quero um pouco de igualdade...
Ou se assume que todos os homens são uma cambada de deficientes e que por consequência as mulheres passam a fazer um certo “desconto” a certas atitudes por nós preconizadas, ou então os senhores das cadeirinhas têm uma casa de banho para eles(casa de banho essa onde eles poderão pendurar o seu “sinalzinho”)!
É que se pensarmos bem, até os bebés (seres que não têm idade para ir sozinhos a casas de banho públicas) têm o seu letreiro, solitário, numa porta do tamanho de pessoas grandes! Das duas uma, ou reduzem o tamanho da porta dos bebés e eles têm o direito de ter numa porta um letreiro só para eles, ou, utilizando uma porta normal, colocam-se ambos os letreiros,(dos deficientes e dos bebés) um a 30cm do chão (o dos bebés, pois eles gatinham)e um a um metro de altura(o dos deficientes, pois todos os deficientes andam de cadeira de rodas(este raciocínio é falacioso, pois se assim fosse, seria mais fácil detectar os deputados deficientes que existem no nosso país!)).
Outra coisa que me aborrece é que todos os incapacitados são julgados da mesma forma, ou seja, só se é incapacitado se se usar cadeira de rodas! Por exemplo, um tipo que venha para a casa de banho com canadianas? Como é? Como é que o senhor se segura de pé e pega no seu falo para urinar? Não é isso uma “incapacidade”? Indo mais longe, será que ele não terá o direito de ter uma placa com um “bonequinho” preto com umas canadianas?
Mas ainda existe outra, porque é que o “bonequinho” é sempre preto?
Em África todos os “bonequinhos” são brancos? Não sei, eu não quero instalar aqui um clima ostracisante, mas concluindo a minha dissertação, gostaria de rematar dizendo:
Para o bem de um mundo mais justo, equitativo e unido, na minha opinião, se a casa de banho dos homens têm um sinal de deficiente por baixo, a das mulheres também deveria ter! Elas não são mais do que nós! A única coisa que eu quero é um mundo justo!




Tenho Dito!

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

As minhas frazes soltas. Os meus pensamentos obscuros. Uma passagem da bíblia...

"Para quê um momento no escuro, se aquilo que todos queremos é um pouco de sapiência e obstinada vontade de errar?"


"a inocência é como a verdade, só dá jeito se formos culpados!"

"para quê um dia sonhar em voar se todos um dia desaprendemos a capacidade de amar?"

"a verdade da mentira é ... que é compensadora a mentira fácil para te levar para a cama..."


"sempre que olhares para o teu lado e eu não estiver lá... olha para trás porque estás de quatro..."


"então entrou em mim o espírito e me pôs em pé, e falou comigo, e me disse: Entra encerra-te dentro da tua casa."

Ezequiel 3,4



"Para mim é bestial uma oportunidade de explorar novas formas na velha formula. Será quetemos de caminhar sempre em frente ou será que por vezes temos de ir apanhar o que fomos deixando cair na nossa corrida desenfreada pela escola da vida?"


“Tudo aquilo a que me permito, são coisas ás quais eu respeito. Coisas essas que pretendo aperfeiçoar! Sendo o agora o momento, eu aproveito para agradecer a toda a gente que é passível de ser agradecida...”




“Só erra quem produz. Mas, só produz quem não tem medo de errar.”





"É verdade que tudo é um mistério com imensas variáveis e infindáveis hipóteses. É verdade também que quando se faz uma opção, deve ir-se até fim com essa decisão, deve portanto chegar-se ao máximo de nós, através do mínimo dos outros...
Uma obra de arte, uma vez executada tem de ser compreendida por si só, sem explicação, sem legendas! A tarefa a que se propõe um "artista", é tentar tirar o maior partido da oportunidade de poder exibir o que faz...
Obrigado pai, Obrigado mãe. (pela opção de me permitirem...)"



“A aprendizagem é um caminho, um caminho de muitos, aos quais deve seguir-se uma reflexão. Eu penso logo existo, eu faço logo actuo, e ajo logo mecho-me, o mundo é o que é, não o podemos transformar em algo que gostasse-mos mais. Já o tentaram fazer e houve sempre quem não gostasse. A verdadeira e derradeira tentativa é tentar preencher o mundo com as nossas "cores", os nossos cheiros, os nossos gostos, tentar polvilhar com um pouco de nós o resto do mundo...”



“A verdade é que o dia chega ao fim e o cansaço não se apodera de mim, aquilo que se apodera de mim é a sensação de não ter feito o suficiente, de não ter tentado tudo, de não ter conseguido, ao fim dessas vinte e quatro horas atingir aquilo que eu almejei para esse mesmo dia... Aquilo que eu tento é não desesperar, tento não olhar para trás magoado por não ter procedido como devia com o meu dia. Tento não censurar-me por ter perdido aqueles 20 minutos na cama enquanto estava muito cansado, por ter gasto aqueles 30 minutos a mais parando para um café, por ter perdido aquelas 2 horas nos braços de quem me ampara.. É uma pena, mas temos de decidir, é um jogo de vida ou de morte, e ou se vive ou se morre... ninguém perde nada, senão tempo ...”

Inspiração Matutina...



Cá estou eu
O Capitão Genital
Sou os tomates
E a vagina também
Para se ser genital
Há que se lavar muito bem

(e por aí fora...)

Rio Rio, mas que desafio!




Tudo começou numa pequena cidade nortenha a que muitos teimam em chamar de “Invicta Cidade”, quando deveriam simplesmente intitula-la de “evicted city”.
A história não é muito longa e é bastante simples até, mas afim de tornar a experiência mais didáctica para o leitor, decidi colocar uma série de palavras em língua estrangeira (pode ser que assim eu vos possa enriquecer culturalmente).
Um senhor, ao qual eu gosto de chamar “jagunço” (calão da zona da cidade invicta onde residem os indivíduos culturalmente empobrecidos) decide, ao fim de algum tempo na presidência da câmara municipal do local antigamente conhecido como “poço cultural em fermentação”(já há uns anos largos(expressão habitualmente utilizada pela minha avó, quando se quer referir a algo que ela não tem bem a certeza se se lembra ou não. Utilizando-a só com o intuito de não se deixar ficar perante a família do meu pai(família que por si só precisa de um glossário para ser minimamente percebida))) privatizar e icenerar qualquer tentativa de liberdade de expressão artística e formação no campo da crítica ás entidades camarárias (devido á política de “dou-te o subsídio mas não falas mal de mim” tipo puto cheio de pasta na primária) já para não falar do simples facto de nos ter retirado um espaço comunitário (sim porque já está consumada a privatização, resta saber para quem vai) que deveria servir os habitantes reais da cidade e não só os jagunços (palavra do calão previamente explicada)que se “alapam” (alapar pode querer dizer sentar ou em inglês “to sit”) nos lugares de poder, chuchando (coisa que a minha mãe muita vez faz aos ossos da costeleta)o pouco tutano que nos resta para sermos pessoas integras!
É óbvio que para isto ele não usou só o seu bom senso e cerebelo amachucado (caso se tenha perdido, caro leitor, continuo a falar do “cocó”(não no plano objectivo, mas no plano metafórico, sendo que “cocó” pode querer dizer gayzola, toninho, leuleu e tó-tó) do Rui Rio) usou também a sua calculadora (no caso de não saberem o que é uma calculadora, eu explico. Uma calculadora é um utensílio utilizado na cidade do Porto, pelo presidente da Câmara para medir o grau de necessidades culturais que podemos ter).
Bem não me alongando em demasia e sendo bastante objectivo, o senhor do Rio, metendo água como de costume, decide privatisar algo que pertence ás massas, o nosso querido Raviolli! Na minha perspectiva é preciso devolver ás massas o que a elas pertence!
É nessa perspectiva que eu lanço este apelo:


Quem percebeu perfeitamente este texto que eu escrevi, deverá passar pela Câmara Municipal do Porto, na próxima oportunidade que tiver, parar á porta, olhar para o alto da torre do relógio e:

1. Suspirar com afinco três vezes.
2. Abanar duas vezes a cabeça em sinal de protesto.
3. Por último, dizer “Que pouca vergonha, se ninguém fizer nada, isto vai mesmo para a frente!”
(Receita que o Portuense utiliza para resolver os seus problemas)


Tenho Dito!

E um dia destes o discernimento vem abaixo!


Já faltou mais, mas um dia destes vamos perder tudo aquilo para que lutamos tanto (a nossa independência, a nossa liberdade de expressão, o nosso livre arbítrio, o nosso DISCERNIMENTO)!
Bem aquilo que eu sinto é que, sinceramente, podíamos ter um pouco mais de noção de onde é que ele acaba e onde é que ele começa ( o discernimento, isto é!).
É que pelo andar da carruagem, um dia destes vamos dizer “ é que pelo andar do camelo sem bossa”, pois não vamos ter o discernimento de saber o que é uma expressão idiomática...
A verdade é que eu só tenho 21 anos e é engraçado que já tenho o discernimento para saber quando é que posso justificar as minhas atitudes com a desculpa da idade e quando é que não posso.
Tudo não passa de uma questão estéril, será que devemos ou não devemos olhar para as coisas com o olhar que elas merecem, isto é, um olhar objectivo e construtivamente crítico, ou será que o melhor é continuarmos a bajular pela frente e a criticar pelas costas. É que é preciso ter o discernimento para perceber que a crítica é algo de bom, não precisa de ser aquele bicho de sete cabeças que pelos vistos toda a gente quer fazer dele...
Mas bolas, o que é que eu sei? Eu sou só um puto de 21 anos ...



Tenho Dito!

segunda-feira, 3 de julho de 2006

" Hold on!"




Vou ser-vos completamente sincero. Eu queria escrever algo de humoristicamente interessante. Queria animar-vos, queria que por instantes ao lerem-me pudessem deixar um pouco de lado aquilo que vos atormenta, mas apercebi-me que não consigo.
A questão é esta:
Se eu conseguisse pelo menos deixar de me atormentar a mim próprio. Se eu pelo menos conseguisse deixar de pensar um pouco nos meus problemas, talvez conseguisse fazer com que os vossos se dissipassem também.
Como eu me apercebi á cerca de uma hora atrás, (quando me decidi a começar a escrever este post,) eu hoje aliás ,ultimamente não me tenho encontrado no estado de espirito correcto para fazer seja o que for a seja quem for! Por isso meus amigos, meus fieis leitores e tu, tu que me lês pela primeira vez, isto é para ti ...
Sai da frente do computador, liga a alguém. Combina um café... Um cinema. Qualquer coisa! Sai de casa, vai sozinho , vai como tu quiseres! Olha á tua volta, vê o que te rodeia, imagina um mundo melhor e tenta torna-lo real! Tenta diariamente mover aquela pequena pedra que nos atrasa a todos no nosso caminho constantemente ocupado por pedras imóveis!
Olha novamente á tua volta, vê quem não consegue mover a pedra sozinho. Ajuda-o! Pega na pedra dele, ajuda-o! Faz alguma coisa! Se sentires que a pedra é demasiado pesada para ti e para ele, pega no telemóvel, chama mais uns três amigos, pede um bongo, alguma vodka e acabem com ela!
O essencial é a união!
Um grande abraço!


Tenho Dito!

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Um dia qualquer...



A - Isso é sítio para pôr os pés?

Silêncio

Isso é sítio para pôr os pés?!

Silêncio

Não ouviu? (começa a gesticular ferozmente com ambos os membros superiores(braço esquerdo e direito)) Isso é sitio para pôr os pés?!!

B - (enquanto retira os headfones) O senhor está a sentir-se bem?

A - Isso é sitio para os pés ?! (aparte) Cambada de catraios!

B - Desculpe?

A - Não vês que estás a estragar o banco ?

B - (confuso e incomodado) O senhor está a falar comigo?

A - Não ( palavra vernácula a definir entre: fodasse ; caralho ; porra ; merda ) (...) eu é que, para além de velho sou ché-ché!

B - Oh meu amigo, destrave a cadeira de rodas e vá á sua vida!

sexta-feira, 23 de junho de 2006

A minha odiosa e inacreditável Estação de Televisão Privada!


Pouco existe para dizer. Aquilo que aconteceu, eu não sei! Não sei também o que se seguirá a isto...
Os tempos são outros, existem outras gerações. Prosseguem os tempos sem sequer se pensar naquilo que eles continuam a representar para as pessoas que os vivem. Apesar do mundo dar voltas e voltas, ele não sai do sítio. Há quem diga que o defeito é de fabrico, que nem todos nascemos com os mesmos direitos, que nem todos temos os mesmos deveres. Dizem também que devemos olhar uns pelos outros...
Pois bem, tudo começou assim! Primeiro veio o Big Brother, depois foi o pontapé na Sónia, depois ninguém fazia quilómetros por ninguém! Chegou-se a uma altura, em que era o senhor com cabelo estranho e com a mania que era senhora, que ia dar banho aos porcos, até que chegou o dia em que já andava a domar leões...
Agora, o Mário já não anda de Ferrari, está em Custóias. O Telmo já não entra pela guarita, existem hemorróidas. O Frota anda afrontado (bem esta é um pouco triste, mas acho que tinha de fazer referência ao Brasileiro, caso contrário poderiam, acusar-me de xenofobia).
Chegamos a um tal ponto em que o mundo que conhecemos, fomos nós que criamos. É óbvio que uns representaram um papel mais preponderante do que outros, mas já se sabe, quem não vota contra, está a votar a favor. Quem se absteve, agora está calado...
Agora o “adorável mundo novo” é ocupado por um odioso e inacreditável marido ...
O que será que eles vão inventar mais ?


Tenho Dito!

sexta-feira, 16 de junho de 2006


Romeu Pereira. O Diário de um Forcado Narcoleptico Formado em Jornalismo. Ep.5










Be

Nunca mais tenho 22 anos!

Tenho 21 anos. Apesar de tudo, à minha volta, tudo o que vejo, vejo-o com os olhos de uma pessoa mais velha, parece que tenho 22 anos!
Tudo me parece demasiado rebelde, inovador, tudo tem um aspecto contemporâneo...
Acho que sou maduro demais! Toda a gente que me rodeia parece ter atitudes de pessoas mais novas, isso afecta-me!
Ainda ontem á noite quando regressava a casa, depois de uma noite de Pro Evolution Soccer V com as pessoas da minha idade (21 anos), pensava quão velho estava. O que me impediu de apreciar os prazeres daquela juventude. Todos eles me pareciam demasiado inconsequentes, bebiam, fumavam, riam, gritavam (a enumeração é infinita, raio de putos hiperactivos!) quase que me cansava, só de os ver mexer! A verdade é que eu só conseguia pensar , no quanto me doíam os nós dos dedos e como estava a sofrer graças a estas mudanças de temperatura (o tempo frio molesta-me as articulações).
Começo a acreditar na tão falada, “Generation Gap”, ou lá o que eles dizem, eu sou velho demais para compreender estes estrangeirismos!
Muitas vezes dou por mim nos largos e nas praças, junto das pessoas com quem me identifico mais. Os “meus Jovens”! Pessoas com idades compreendidas entre os 22 e os 70, pessoas vividas! Sinto-me próximo deles porque sofremos da mesma forma. Faz hoje oito dias , ou sete (por vezes a memória escapa-me) que eu e a minha “malta”, como eu carinhosamente lhes chamo, fomos ao café Ceuta perto de Cedofeita. O nosso objectivo era claro, fingir convincentemente que percebíamos alguma coisa de política. O objectivo foi logrado, quando um rapaz de 18 anos se sentou numa mesa ao nosso lado e nós, sem mais nem porquê, começamos a insultá-lo por ele ter um piercing na orelha! É claro que não chegamos a falar de política, mas isso também não interessa nada, insultamos um jovem, isso era mais que satisfatório para nós!
Bem, em resumo aquilo que eu quero dizer é que eu sinto uma enorme pressão para ser um jovem, quando o que realmente quero é ser um velho!
Quero “sair do armário”! Quero poder sair de casa com uma camisola de flanela num dia de calor intenso, sem que ninguém me aponte o dedo! Quero poder criticar um miúdo de 18/19 anos no autocarro sem razão aparente, sem ter de sofrer consequências! Quero andar na rua e dar indicações intrínsecas mas erróneas a transeuntes deslocados! Quero ser sócio de uma casa de repouso!
Em suma, quero ser feliz!



Tenho Dito!

quarta-feira, 14 de junho de 2006



Romeu Pereira. O Diário de um Forcado Narcoleptico Formado em Jornalismo. Ep.4


Os dias passaram, as noites, as semanas as horas etc. Não escrevi nada e não consigo mentir! Estive na tourada. Bem, não foi bem na tourada. Fui enviado para a Alemanha, afim de cobrir o Mundial de 2006... (note-se a ligação cómica de “Tourada” e “estive a cobrir”. Existe, nitidamente a intenção de provocar o gargalhar, com este pequeno trocadilho. Trocadilho, no qual se subentende ,que para o autor, [eu], futebol e tourada são semelhantes, sendo que a diferença incide, essencialmente, no tamanho dos salários de ambos os touros que praticam este desporto)
Quer dizer, para ser franco, estive à conversa com o Petit, a tentar perceber a razão que leva um jogador profissional de futebol a comprar cópias piratas de filmes como: Rambo I; Rambo II; Rocky IV; Hamlet XXI; etc. Resumindo, estive a pensar o quão burro se tem ser, para se conseguir ir longe na vida com a alcunha de pit-bull!
Ainda bem que é naqueles homens que nós depositamos a fé de um povo inteiro! Viva Portugal! Que esta Selecção chegue muito longe neste Mundial, pelo menos que vá á Tunísia ...
Bem, eu é que nã me quero alongar muito, por isso e antes de adormecer,

segunda-feira, 12 de junho de 2006

A minha visão ....



Tenho andado a reflectir sobre a minha vida. Penso naquilo que eu faço, naquilo que eu quero fazer e cada vez mais me apercebo que não estou no sítio certo! Eu devia estar na Zâmbia, aí não seria apontado a dedo por toda a gente, ai sentir-me-ia normal. Lá sim, a minha forma de ver a vida não seria marginalizada! Será que só porque eu não gosto de trabalhar, tenho de ser posto de parte? Será que por eu gostar mais de ver os animais a passear de um lado para o outro, eu tenho de ser chamado à atenção na rua? Eu deveria ter nascido zulu! O dia inteiro debaixo de uma arvore a apanhar com a sombra. Cada dia uma caçada nova, ora a minhoca, ora a formiga, ora o louva-a-deus, todos os dias perseguiria um novo animal selvagem afim de alimentar a minha família! Isso sim seria uma vida, mas agora ter de trabalhar efectivamente, isso não tem graça nenhuma!
Espero por dias melhores! Eles hão de chegar...


Tenho Dito!

domingo, 11 de junho de 2006

Ai vida!


Tenho pensado muito seriamente na minha vida. Cheguei á alguns instantes a uma conclusão que apesar de ser triste me faz ficar contente. Eu já não era um tipo feliz quando nasci. Nasci com 10 meses e meio, nasci de parto provocado. Rapidamente se pressupõe que, desde feto não me apetecia fazer nada a não ser ficar sentado e com comida por perto.
Bem isto não parece nada alegre, mas aquilo que eu tenho para dizer a seguir é que vai tornar isto tudo muito mais bonito.
Sou feliz, tenho uma pessoa a quem dar o meu amor por inteiro, tenho amigos que me apoiam, tenho coisas para fazer, sítios para estar, pessoas com quem falar, mais uma vez ,repito que tenho uma mulher linda que me ama e eu a amo, tenho tudo, tudo mesmo, aliás nunca pensei que aos 21 anos a minha vida pudesse ser tão feliz!
No entanto a Tvcabo é uma Merda!
(Desculpem, pensava que no último post tinha resolvido as cenas, mas ainda existia um resquício de irritação que não me estava a permitir dormir!)
Obrigado.

Tenho Dito!

Mundial 2006


O mundo ficou um sitio mais pobre! Morreu a minha paciência para aturar os desaforos da TVcabo! Como tal, penso que todos os dias deveríamos parar 1 minuto e olhar para o símbolo da TVcabo num qualquer cartaz de rua e comentar com expressividade e amor:
“ Mas’ca gandes ursos vós me saisteis!”
Não quero que pensem que isto e está a vir do improviso, não, isto tem uma razão de ser (finalmente, uma vez na minha vida eu digo uma coisa que tem razão de ser!).
O que se passa é o seguinte;
A TVcabo comprou os direitos de transmissão dos jogos do mundial. Normal. Só que o canal M6 do pacote TVcabo já os ia transmitir de qualquer forma. O que acontece é que durante os jogos, a TVcabo decide bloquear o canal M6. Eu acho que isto não é nada estúpido aliás, é bastante inteligente da parte deles, pois se pagaram para transmitir na sporTV, há que ser chato e transmitir na sporTV. Qual justiça qual quê? “vocês pagam os canais todos, mas se nós quisermos bloquear o canal, nós é que sabemos!”
Até aqui tudo muito bem. Só tenho pena que eles não façam o mesmo com o canal da assembleia da república, podiam por vezes fazer o favor ás pessoas que estão em casa a fazer zapping e bloquer o canal na altura em que alguém como a Odete Santos fala! Ou o Paulo Portas, isso é que é verdadeiramente justo! Viva á liberdade e aos direitos do consumidor!
Bem já me sinto melhor, tinhas isto aqui entalado.

Tenho Dito!

quinta-feira, 1 de junho de 2006

O dia da nostalgia!

É um dia triste, sempre que acordo a pensar no dia anterior. Esse sentimento provoca em mim a incapacidade de aproveitar convenientemente o dia em que me encontro!
O pior, é quando esse sentimento não se propaga exclusivamente ao dia anterior, mas sim aos 18 anos anteriores. È neste momento que começo a pensar que se calhar estou com demasiado tempo livre, tanto tempo livre que até me custa passa-lo...
Eu costumo ser um tipo muito ocupado, com sitios para ir, pessoas para ver, pouco mais! Mas no momento sinto uma vontade enorme de me atirar para o espaço, não duvidando que irei aterrar num monte de algodão doce que subitamente me vai prender e estrafegar!
Hoje queria testar a minha capacidade para colocar um post absurdo ...

Acho que consegui.

Sejam felizes

quarta-feira, 24 de maio de 2006

mas que grande verdade!



Tem piada a forma como a vida nos deixa mentir a nós próprios.
Sempre que dizemos que amanhã vamos fazer algo, eis que chega o momento e deixamos para o outro dia.
Porquê? Porque raio temos de ser mentirosos para connosco próprios? Porque é que temos de mandar a nossa mente mandar em nós e não a deixamos mandar no que nós fazemos?
Eu acho que tem a ver com o sexo! Nada nos move mais do que o sexo. Para o sexo há sempre tempo! Há sempre vontade. Nunca é muito tarde, nunca é muito cedo. Temos sempre vontade, aliás a única razão que nos impede de estarmos constantemente nisso, é estarmos dependentes de outra pessoa que no momento pode querer fazer outra coisa, porque é mulher!
Aliás o problema é esse, o mundo só não é um sitio mais feliz, porque as mulheres não admitem que pensam em sexo tanto quanto nós (homens).
Quanto mais sexo fizéssemos, menos pensaríamos em guerra, quanto mais sexo, melhor forma física teríamos. E quanto a mim a mais importante, tão importante que até vou fazer parágrafo.
Se toda a gente fizesse mais sexo, ia existir pessoas que o não fariam, que por consequência seriam eleitas para cargos de administração, pois assim não ficavam tanto tempo a tentar roubar dinheiro dos contribuintes para pagar as noites de sexo. Acabava assim a corrupção instantaneamente pois os corruptos iam estar demasiadamente ocupados a Ter relações (com outros seres vivos ex.: tatus; colibris; elefantes.) o que ia dar um resultado positivo P.I.B. do nosso país!

uma visão da vida!



A ideia da morte assusta muita gente. Não percebo a razão! Digam-me uma coisa, a vida não é em muito semelhante á morte? Cada dia que passa morremos um pouco, no entanto cada novo dia renascemos.
Eu gosto de pensar que a vida é um dia muito grande em que se morre e renasce várias vezes por ano durante aproximadamente 70 anos (para os homens) e durante 80 anos (para as mulheres). A verdade é que todos os dias andamos á procura do nosso sentido de vida, o que verdadeiramente me incomoda! É que por vezes esquecemo-nos que todos os dias devíamos era procurar o sentido de termos um dia seguinte na nossa vida de hoje! Perceberam?
Não? Eu explico:
- Sempre que me dizem que existe um "plano maior em que todos nós estamos encaixados", eu gosto de pensar que existe um plano menor em que pelos vistos todos os dias nos esquecemos de tentar, pelo menos, acomodar!
Acho que o essencial não é chegarmos ao fim dos nossos dias e dizer, "eu consegui!", acho que o melhor nesta história toda, é podermos todos os dias dizer ao deitar, que nesse dia fiz o melhor que podia e que se morresse naquele momento não morreria completamente infeliz!
Mas também eu tenho 21 anos e sou um cromo!

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Escorpião!

Por momentos perdi a esperança na racionalidade humana, tudo aconteceu quando no outro dia estava a ler um jornal e reparei que estava alguém ao meu lado no autocarro a olhar de lado para mim porque eu estava a ler, pelos vistos, eu não estava a respeitar a ignorância pública.
Para aqueles que a inicio este conceito não diz muito, a ignorância publica é algo que ou se tem ou n se tem, n se pode almejar ter a ignorância pública só porque sim. Ser ignorante e andar em público é um estatuto, tem de ser muito bronco e para além disso, gostar-se de ser assim para o alcançar. Em jeitos de bónus se ao ser um ignorante público se fizer a vida negra a outra pessoa que nada tem a ver com isso, ganham-se pontos…
Não é bestial? Eu acho que não, porque eu era esse tipo que nada tinha a ver com o assunto e só porque eu estava a ler alto o horóscopo de toda a gente, o ignorante público, decidiu atormentar-me!
O mundo está virado de pernas para o ar!



Tenho Dito!

Ouçam!


Pha a confusão instala-se no meu cérebro sempre que se festeja a vitória de seja o que for dentro de um carro com cachecóis, a buzinar pelas ruas intransitáveis de seja que cidade for. Onde é que vem escrito que isso é a forma certa de demonstrar alegria? Muitas vezes eu estou na cama com a minha namorada e estou muito alegre por restar com ela, mas não é por isso que, feito parvo, pego no carro e num cachecol dela e vou para o centro da invicta cidade buzinar e dizer amo-te; amo-te; amo-te! Filha da puta amo-te filha da puta amo-te…
São coisas como esta que me tiram do sério, outra que neste mesmo campo me deixa confuso, é a razão pela qual nos queixamos do preço da gasolina. Penso que não faz assim tanta diferença, porque efectivamente continua a ir festejar-se com o carro para o centro da cidade, continua a gastar-se gasolina, continua a chatear-se a cabeça a tudo e todos que naquele dia não partilhem daquela felicidade momentânea de quem vence seja o que for!
Eu sou, neste momento, um fervoroso adepto do “apitas fodes-te!” não por ser contra a alegria, mas por ser contra a poluição sonora!
Tenho dito!

sexta-feira, 28 de abril de 2006



Romeu Pereira. O Diário de um Forcado, Narcoléptico e Formado em Jornalismo. Ep.3


Faz três dias que adormeci, estava a desesperar, aconteceu-me uma coisa estranha, adormeci que estava a adormecer...
Sempre quis falar sobre isto com as pessoas, mas adormecia sempre a meio. como eu ia começar a dizer no outro dia, eu tinha uma namorada, tinha começado com ela nesse mesmo dia, mas como eu já disse, eu dormi durante três dias.
Digamos que, se as mulheres ficam chateadas connosco por fazermos chichi no tampo da sanita, se a pedirmos em namoro, ela aceitar e nós deixarmos de aparecer durante três dias, ela não nos vai dar uma prenda no Natal, mas isso podemos apostar!
Hoje estou a tentar escrever muito rápido, não quero, mais uma vez, adormecer enquanto vos escrevo.
No domingo passado aconteceu uma coisa engraçada, eu estava na praça de touros e tinha ali o touro á minha frente, quando dei por ela, apareceu a minha tia... a principio não reparei que não era o touro, mas depois vi de quem se tratava!
Devo confessar-vos, não estou acostumado a escrever tanto tempo sem adormecer, até paukyre

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Ricardo Leite 5 de Maio, Sexta-Feira Tertúlia Castelense


Para aqueles que estão a colocar a questão, sim, eu uso o meu blog em benefício próprio!
É verdade, dia 5 de maio no tertúlia castelense vou estar eu, com um microfone e com algumas coisas para dizer, quem quiser apareça, quem não quiser, só numas de mete-nojo, apareça também!

Tenho Dito!

sexta-feira, 21 de abril de 2006

Tenho vida própria?

Um dia, questionado, um homem tentou responder sucintamente á pergunta:
“Você tem vida própria?”
Bem, no início toda a questão lhe parecia descabida, pois ele julgava estar numa posição onde ele era, no seu ponto de vista, alguém que se regia a ele mesmo, alguém com missões a cumprir.
Missões essas impostas por ele, a ele mesmo!
Quando começou a aperceber-se da sua posição, posição que ele tomara na passagem da 12º para a 13º primavera da suas, até hoje, 23 primaveras.
Ele apercebeu-se que ele mesmo (e não um emprego, uma namorada, um cão, quiçá a sua avó tetraplégica) impusera sobre si, uma série de regras que o teriam impedido de viver uma vida própria.
Diga-se que foi um momento de algum pasmo, sobressalto e também de alguma alegria, pois ao fim de 10 anos a viver sobre o jugo de si próprio, a ele mesmo (passe a redundância) despertou do seu auto infligido cárcere e tenta regressar a uma vida onde a sua existência é livre e fecunda.
Duas horas depois este mesmo homem despede-se do seu, na altura cargo de topo, compra um carro de baixo consumo e consumando o secreto desejo de obter uma vida própria satisfatória, viaja até á Holanda onde pelos vistos se esqueceu de tudo o que viveu e começou nova vida como travesti numa boate famosa!
Tenho dito!
Romeu Pereira. O Diário de um Forcado, Narcoleptico Formado em Jornalismo. Ep.2

Antes de mais desculpem-me. No anterior episódio fui vitima daquilo que vos estava a tentar explicar.
O ponto onde eu queria chegar é o seguinte:
Muitas vezes, quando estou a tentar executar alguma tarefa, a minha doença torna-se mais forte do que eu, pelo que adormeço, sem que eu possa Ter qualquer tipo de controlo sobre esse mesmo entorpecimento mental!
Devo confessar que é uma doença que no inicio me afectou muito, mas agora penso que estou mais acostumado.
Bem vou falar-vos do meu primeiro encontro com a minha nam

Ao fim de alguns posts, pareceu-me indicado da minha parte, apresentar-me.
Sei que após verem esta foto alguns vão deixar de ver o blog, mas como só duas pessoas vêm este blog, a mim não me importa muito.
Resta esclarecer as pessoas sobre o cariz a que diz respeito este blog:
Nenhum! Isto basicamente é uma cena que eu faço para me entreter um bocado quando chego a casa para fingir que estou a trabalhar efectivamente em alguma coisa e me sentir realizado. Mais, é muito fixe dizer aos meus colegas:
"ei pha tenho um blog..."
Bem, espero Ter esclarecido algumas dúvidas.


Tenho dito!

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Romeu Pereira. O Diário de um Forcado, Narcoleptico Formado em Jornalismo. Ep.1


Olá, o meu nome é Romeu Pereira, sou Forcado, Narcoleptico e Formado em jornalismo.
Para quem não sabe o que é ser forcado, ser forcado é basicamente meter-me em frente a um touro e acordar três dias depois em casa, no quentinho!
Isto acontece-me frequentemente, a principio, eu pensava que acordava em casa por causa da porrada que levava do touro, foi só á cerca de 7 anos que me foi diagnosticada a minha doença.
Eu sofro de Narcolepsia. A Narcolepsia é uma doença pouco vulgar cuja principal característica é o aparecimento de súbitos ataques de s

Portugal! Um país acima da média!

Estando um dia um homem a reflectir sozinho num bar, este deparou-se com um problema na sua vida. Tudo estava perfeito, exceptuando aquilo que até aqule preciso momento ele ainda não tinha conseguido atingir no seu percurso vital!
Foi assim, quase do nada e depois de Ter chegado, tal como nós á breves instantes, á conclusão de que aquele homem basicamente não fazia nada da vida, ele concorreu para o cargo de deputado!
A verdade é que ele executa essa função honradamente, de acordo com o que ele diz, "não existe no mundo, profissão mais prazerosa" .
Passo a explicar o que ele queria dizer com aquilo:

Bem em abono da verdade, ele continua a reflectir sozinho num bar, mas ao invés de ser só um tipo solitário , ele é o representante de uma data de portugueses, ou seja, "eu sou o espelho do país, pois se eu represento uma parte da população e se eu me estou a baldar fortemente ao meu dever e vou para um bar encanar e "reflectir", por consequência a parcela da população que eu represento tem estado a baldar-se também!"

Tenho dito!

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Desabafo de um homem!

Sim, já pensei em matar!
Várias vezes aliás! Pensei em mata-lo, elimina-lo, faze-lo desaparecer da face da terra!
Aliás, quando o vejo a olhar-me, daquela forma, daquela forma que só ele sabe, todo o sangue me acorre ao crâneo e aperece, vinda sabe-se lá de onde, aquela vontade, aquele frémito, aquele oculto desejo que me impele a incenera-lo! Quero faze-lo desaparecer!
Tive muitas vezes vontade de consumar o acto, a chacina, a sorte dele foi, perto de nós, existirem pessoas, olhares anónimos que colocaram um travão na minha acção.
Mas eu juro, da próxima vez, esse respeito, essa educação que sempre tive pelos meus antepassados, não vai existir! Não vai existir qualquer tipo de censura a mim próprio! O discernimento entre o bem e o mal ACABOU!
Da próxima vez, até a minha Avó pode estar a assistir. Até a filha da minha vizinha, coitadinha, que conta apenas três pequenas e pueris Primaveras e que nada sabe da vida, irá observar!
Nem a elas eu pouparei a visão infernal e calculista daquele assassínio que me proponho a cometer!
Eu juro, se aquele Pombo me Cag* outra vez o carro, eu elimino-o!

Tenho dito!

Um dia chegamos tarde e depois como é?

Bem, vamos colocar este "show on the road" como eu diria se fosse Amerciano, tivesse 55 anos e vivesse no Texas, mas como nenhuma destas situações se verificam, vou simplesmente dizer:
Olá.
O nosso país está um desaire! Está tão mau que eu nem aprendi na minha instrução primária como se escreve correctamente desaire, pelo que neste momento estou na duvida se escrevi correctamente ou não!
Mas colocando isso de parte, acho que eu devo falar aqui sobre uma coisa que me tem deixado azul...
Pha que país é este onde estamos? Este país, onde a televisão tem o lugar de destaque que tem, mas não tem conteudo absolutamente nenhum?!
A mim deixa-me triste eu ter apenas 21 anos e pensar que um dia mais tarde, os meus filhos vão ter de ver programas piores dos que eu actualmente vejo, porque da forma como as coisas estão, de certeza que a qualidade nas transmissões televisivas não vai melhorar!
É isto que me leva a dizer "um dia chegamos tarde e depois como é?"
apanhamos o nosso filho a ver um programa chamado; " o minimercado das celebridades", onde Carlos Malato, Cinha jardim, Jorge Gabriel, Fátima Lopes, entre outras pessoas que daqui a 10 anos irão estar prontas a retirar-se docemente da carreira televisiva, competem, para ver quem consege fazer a figura mais ridicula a trabalhar numa peixaria de mini-mercado.
É triste pois como se já n bastasse termos de ouvir o Herman José a fazer um mau programa de comédia na sic, temos de apanhar com ele a fazer uma má imitação de seja quem for que ele está a imitar, pois na minha opinião ele já está um pouco ao nivel dessas pessoas.

Tenho dito!